A revista aponta que esse acontecimento poderia alterar o equilíbrio de poder regional em detrimento dos interesses ocidentais.
"O cruzador retornou à sua base de origem após concluir mais uma fase de testes no mar, aproximando um dos navios de combate de superfície mais fortemente armados do mundo de seu retorno ao serviço operacional", ressalta a publicação.
Segundo a matéria, o Admiral Nakhimov está concluindo os testes, e sua entrada em serviço é muito importante, pois ele supera amplamente os outros navios de superfície russos em poder de fogo. Isso ocorre em um momento em que o Ártico se torna uma área estratégica importante.
O derretimento do gelo, as novas rotas marítimas, os ricos recursos naturais e a proximidade com a Europa e a América do Norte levaram a OTAN a expandir suas forças e exercícios na região, aumentando a pressão sobre as defesas russas — pressão que o cruzador poderia ajudar a conter.
Longe de agir sozinho, o Admiral Nakhimov reforçará o poder russo no Ártico, integrando-se aos sistemas S-400, MiG-31, baterias Bastion, Tu-22M3, submarinos de ataque nuclear e de guerra eletrônica, para complicar as operações da OTAN na região, observa o artigo.
Sua propulsão nuclear lhe confere autonomia excepcional para longas missões no Ártico, enquanto suas defesas antiaéreas aprimoradas e uma grande esquadrilha de helicópteros aumentariam sua capacidade de ataque de longo alcance, sua cobertura de defesa antiaérea e sua percepção situacional.
Caso seja mantido em serviço de forma contínua, o cruzador poderá escoltar submarinos e proteger suas bases, representar um sério obstáculo aos esforços da OTAN voltados contra os submarinos de mísseis balísticos da Rússia e ampliar as capacidades de negação em camadas da Rússia em toda a região, conclui a reportagem.
Anteriormente, essa mídia ocidental informou que o cruzador de batalha da Rússia movido a energia nuclear Admiral Nakhimov é superior em armamento, capacidade de sobrevivência e autonomia aos destróieres norte-americanos da classe Zumwalt.


