Ministro israelense defende demolição de casas de palestinos na Cisjordânia

Por Victor Farinelli25/07/2026 às 15:230 visualizações
Em 2026, 86 palestinos foram assassinados por agentes israelenses na Cisjordânia.
Em 2026, 86 palestinos foram assassinados por agentes israelenses na Cisjordânia.
Brasil de Fato

Em uma publicação realizada na plataforma X, nesta sexta-feira (24), o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, afirmou que apresentará ao Exército do seu país uma ordem para demolir casas na Cisjordânia pertencentes a palestinos acusados de envolvimento em supostos ataques contra israelenses.

“Para cada judeu morto, o inimigo deve pagar com a perda de terras”, argumentou Ben-Gvir no texto em que tenta justificar a medida.

Caso a medida seja colocada em prática na Cisjordânia, se repetiria um cenário que já está acontecendo em algumas localidades da Faixa de Gaza, como na região de Beit Hanoun, no norte desse território, onde medida similar foi autorizada pelas forças militares que controlam a zona.

No dia anterior, Ben-Gvir liderou mais de 4,2 mil colonos israelenses e membros de grupos de extrema-direita durante a invasão do complexo da Mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém Oriental ocupada. A ação foi uma das maiores incursões ao local, mas não a única realizada este ano.

Ataque em Nablus

Horas antes de ser publicada a declaração do ministro, colonos israelenses realizaram uma manifestação na região de Nablus, no norte da Cisjordânia.

Segundo uma correspondente do canal catari Al Jazeera, o ato foi acompanhado por um grande contingente de policiais e forças de segurança de Israel, cercando o vilarejo e impondo um cerco.

A correspondente reportou que, durante o ato, foram registrados incidentes em que colonos atacaram pessoas palestinas que se encontravam sozinhas pelo caminho, ou que começaram a disparar armas de fogo contra grupos maiores.

Entre ações realizadas por colonos e membros das forças israelenses de segurança que fizeram a escolta do ato, produziu-se um saldo de ao menos quatro palestinos mortos, dezenas de feridos e dezenas de detidos.

As forças israelenses justificaram a ação alegando que se tratava de um protesto contra uma suposta agressão feita por palestinos contra um grupo de colonos que faziam trilha pela região de Nablus.

A versão israelense também afirma que um dos palestinos teria tentado tomar uma arma de fogo das mãos de um agente de segurança que fazia a proteção dos colonos.

A Autoridade Nacional Palestina (ANP) emitiu um comunicado condenando o episódio e acusando os colonos israelenses e as forças de segurança de Israel por “promoverem atos de provocação contra a população local de Nablus”.

Fonte
Brasil de Fato
Abrir original ↗
Esta notícia foi útil?

Debates 0

Seja o primeiro a contribuir com o debate.

Difunda suas informações e promova seu argumento

Não se acanhe de publicar alguma informação ou dado que possa ser positivo ou útil.

Para participar do debate, entre com sua conta ou crie uma gratuita.