Segundo a pesquisadora Elizaveta Lipkova, do Instituto Skolkovo de Ciência e Tecnologia (Skoltech), o pulso de laser funciona de forma semelhante ao flash de uma câmera fotográfica, permitindo imagens mais nítidas de fenômenos extremamente rápidos.
"O pulso de laser é comparável ao flash de uma câmera, o que possibilita imagens mais nítidas ao fotografar um processo ultrarrápido. Nosso desenvolvimento permite calcular os parâmetros necessários para minimizar as chances de imagens borradas", afirmou a pesquisadora.
O novo laser é capaz de gerar pulsos com duração de algumas dezenas ou centenas de atossegundos — unidade equivalente a um quintilionésimo de segundo.
A tecnologia oferece diversas aplicações científicas, entre elas:
Fotografar, em tempo real, o movimento dos elétrons dentro das moléculas, e não apenas o deslocamento dos átomos;
Permitir que cientistas observem os estágios iniciais das reações químicas;
Facilitar o estudo da estrutura eletrônica da matéria;
Acelerar o desenvolvimento de novos medicamentos, catalisadores e materiais avançados.
De acordo com os pesquisadores, a nova tecnologia também reduzirá a necessidade de cálculos complexos baseados em tentativa e erro, acelerando o desenvolvimento de lasers semelhantes e melhorando a qualidade das imagens produzidas.


