Programa Bike SP tem inscrições que dão recompensa pelo uso da bicicleta em São Paulo

27/07/2026 às 18:091 visualizações
A imagem mostra uma cena urbana com uma ciclovia vermelha à esquerda e uma faixa de pedestres à direita. Um ciclista usando capacete e mochila está pedalando na ciclovia. Ao lado, há duas pessoas paradas na calçada, uma mulher de cabelo castanho e um homem de terno. Na rua, há dois carros parados próximos à faixa de pedestres. Ao fundo, é possível ver prédios e árvores, além de algumas placas de sinalização.
A imagem mostra uma cena urbana com uma ciclovia vermelha à esquerda e uma faixa de pedestres à direita. Um ciclista usando capacete e mochila está pedalando na ciclovia. Ao lado, há duas pessoas paradas na calçada, uma mulher de cabelo castanho e um homem de terno. Na rua, há dois carros parados próximos à faixa de pedestres. Ao fundo, é possível ver prédios e árvores, além de algumas placas de sinalização.
Foto: Marcos Santos/USP Imagens / Jornal da USP

Moradores da capital podem se inscrever até o dia 24 de agosto para participar do estudo da USP e FGV Cidades, que avaliará impactos na mobilidade urbana

 Publicado: 27/07/2026 às 15:09
Em áreas com escassez de espaços públicos, as ciclovias também são utilizadas para caminhadas e corridas durante o lazer –
Em áreas com escassez de espaços públicos, as ciclovias também são utilizadas para caminhadas e corridas durante o lazer – — Marcos Santos/USP IMagens
Em áreas com escassez de espaços públicos, as ciclovias também são utilizadas para caminhadas e corridas durante o lazer – Foto: Marcos Santos/USP IMagens

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A capital paulista vai sedir nos meses de setembro e outubro de 2026 o segundo piloto do Programa BikeSP que oferece créditos no Bilhete Único para cidadãos que usarem a bicicleta em seus deslocamentos diários. Pesquisadores do Instituto de Matemática, Estatística e Ciência da Computação (IME) da USP e do FGV Cidades lideram uma iniciativa para avaliar o impacto do programa Bike SP no comportamento da mobilidade urbana. O estudo, apoiado por Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Tembici, busca subsidiar políticas públicas baseadas em evidências, em um momento em que a prefeitura estuda a regulamentação do programa. As inscrições podem ser realizadas até o dia 24 de agosto pelo formulário neste link.

A proposta é entender, com método científico e dados reais de quem pedala, os comportamentos dos cidadãos no que se refere à mobilidade urbana. O piloto foi desenhado para ajudar a prefeitura a definir questões centrais para a implementação definitiva do programa Bike SP. O projeto prevê a participação de cerca de duas mil pessoas.

Qualquer pessoa maior de idade, moradora da cidade de São Paulo, que possua celular Android, um Bilhete Único ativo e consiga pedalar, pode se inscrever no piloto. A inscrição está disponível clicando aqui, após a conclusão de um minicurso gratuito e obrigatório sobre segurança no trânsito. Os aprovados para participar do piloto serão informados por e-mail. Atualmente, o projeto busca atrair pessoas que não usam a bicicleta diariamente para seus deslocamentos. Moradores da Zona Leste, Sul e Norte também são prioritários.

A partir de julho, os participantes selecionados deverão baixar o aplicativo Bike SP (disponível apenas para celulares Android) e cadastrar endereços que usam mais frequentemente como origem ou destino de suas viagens. Em setembro, o experimento começa para valer: até duas viagens de bicicleta por dia poderão gerar créditos no Bilhete Único, diretamente no seu cartão e validados nas máquinas de recarga física já disponíveis em terminais e estações de transporte público.

Projeto com base científica

“A Secretaria Municipal de Transportes nos procurou para embasar cientificamente a regulamentação do Bike SP. Nossa intenção ao transformá-lo em um projeto-piloto nas ruas foi utilizar o método científico para compreender como o programa e o software associado funcionariam em um ambiente real. Iremos extrair as respostas necessárias a partir da análise do comportamento dos ciclistas”, explica Fabio Kon, professor de ciência da computação do IME-USP e coordenador do piloto ao lado do Ciro Biderman, diretor e pesquisador do FGV Cidades. Ambos conduzem a pesquisa e analisarão seus resultados.

“O piloto do Bike SP é uma oportunidade única para testar, com base científica, se compensar financeiramente quem pedala pode mudar padrões reais de mobilidade urbana. Nosso objetivo é gerar evidências que ajudem o poder público a tomar decisões mais eficientes e justas, com potencial de aliviar o trânsito, reduzir emissões e gerar economia para o sistema de transporte”, afirma Biderman.

O programa Bike SP foi criado pela Lei Municipal 16.547/2016, que estabeleceu a possibilidade de remunerar ciclistas como forma de estimular a mobilidade ativa e reduzir o uso de transporte motorizado. A política, no entanto, nunca foi regulamentada nem implementada de fato e, até agora, não havia sido testada em larga escala.

A cidade de São Paulo vem ampliando sua malha cicloviária e já conta com a maior rede dedicada aos ciclistas do Brasil, com mais de 770 km. A meta da Capital é quintuplicar o número de ciclistas nas ruas até 2030, conforme previsto no Plano de Ação Climática do Município de São Paulo 2020–2050. A ideia do piloto é ajudar a cidade a chegar lá. A pesquisa é financiada pela Fapesp, CNPq e Tembici, e está associada ao EcoSustain, ao INCT ICoNIoT e ao FGV Cidades, Centro de Inovação em Políticas Públicas Urbanas.

Mais informações no site do projeto neste link. O curso obrigatório está disponível clicando aqui, e as inscrições podem ser realizada no endereço ime.usp.br/bikesp.

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Texto: Assessoria de Comunicação do Bike SP


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Fonte
Jornal da USP
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