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Um mergulho na história, trajetórias e debates que marcaram a consolidação da crítica de arte moderna no Brasil. Esta é a proposta do Grupo de Pesquisa Recepção Estética e Crítica de Arte da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP. As inscrições para o curso de extensão on-line História da Crítica de Arte no Brasil (1930–1950): crítica, modernidade, instituições e recepção já estão abertas e são gratuitas pelo formulário neste link. Todos os estudantes, graduandos, pós-graduandos e interessados estão convidados a participar.
O curso on-line vai ser realizado entre 19 de agosto e 25 de setembro de 2026, promovendo seis encontros semanais, sempre às quartas e sextas-feiras, das 19 horas às 20h45 com palestras de pesquisadores referência em cada autor e mediação de integrantes do grupo.

A coordenação é da professora Lisbeth Rebollo Gonçalves, da ECA, e presidente honorária da Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA). “Nosso objetivo é situar cada crítico no seu tempo, articulando as questões artísticas em foco, as condições de circulação – imprensa, museus, salões – e os debates culturais que atravessam a constituição da arte moderna no Brasil”, destaca. “No seminário passado apresentado em junho, fizemos leituras sobre o artista e crítico Flávio Carvalho e sobre a gestora cultural Maria Eugênia Franco. Agora teremos em foco os criticos ativos nos anos 1930, 1940 até as primeiras bienais. Maria Eugenia reaparece neste seminário. Está havendo uma “redescoberta” de sua contribuição.”
A professora explica que a programação percorre desde as formulações pioneiras de Mário de Andrade até a crítica política de Mário Pedrosa, passando por nomes como Sérgio Milliet, Antônio Bento e Lourival Gomes Machado. “Todas as palestras serão ministradas por especialistas que têm tese ou livros sobre os personagens em estudo. O período dos decênios 1930 e 1940 foi palco da afirmação da critica de arte moderna no Brasil, nos centros culturais do País, na época mais restritos em São Paulo e Rio, que também viram o surgimento do Museu de Arte Moderna de São Paulo e Museu de Arte de São Paulo do Rio de Janeiro/SP. Este movimento acompanha, portanto, a consolidação do circuito da arte moderna no nosso País.”
Travessia para a arte moderna
Na avaliação de Lisbeth Rebollo, é muito importante aproximar a contribuição destes críticos no cenário da sociedade brasileira da época. “Este curso abre caminho para compreender como se estrutura o sistema das artes, o circuito com a formação das instituições e a transformação dos valores e da sensibilidade de um tempo”.
As palestras com estudiosos apontam os desafios da nossa arte e cultura que vêm alcançando reconhecimento internacional. “Nosso objetivo é situar cada crítico no seu tempo, articulando as questões artísticas em foco, as condições de circulação – imprensa, museus, salões – e os debates culturais que atravessam a constituição da arte moderna no Brasil.”
Programação
O curso História da Crítica de Arte no Brasil (1930–1950) tem apoio institucional da ECA e oferecerá certificado a todos os participantes. Haverá gravação dos encontros, mediante autorização dos palestrantes, e, em fase de análise, a organização de um e-book com textos derivados das aulas, ampliando o alcance acadêmico da iniciativa.
- 19/08 – Aula Inaugural:
Mário de Andrade, com Tadeu Chiarelli (mediação: Danielle Nastari) - 21/08 – Sérgio Milliet, com Lisbeth Rebollo (mediação: Carla Fatio)
- 28/08 – Maria Eugênia Franco, com Carolina Barmell (mediação: Astrid Façanha)
- 11/09 – Mário Pedrosa, com Gabriela Abraços (mediação: Maria Carolina Boaventura)
- 18/09 – Antônio Bento, com Araceli Barros (mediação: Alexandre Nepomuceno)
- 25/09 – Lourival Gomes Machado, com Ana Cândida Franceschini de Avelar Fernandes (mediação: João Carlos Teixeira)
Para fazer a inscrição no curso História da Crítica de Arte no Brasil (1930–1950): crítica, modernidade, instituições e recepção clique aqui. Mais informações no Instagram du grupo: @recepcaoestetica_criticadearte.
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