"Estamos dando uma surra neles. Mas veremos como isso termina. Neste momento, há negociações muito amigáveis em andamento", disse Trump durante discurso em Milford, Michigan.
Teerã também estaria pedindo a Washington que suspendesse seu bloqueio naval, acrescentou o presidente.
O site Axios informou no último sábado (25), citando fontes, que Trump ordenou a interrupção de novos ataques contra o Irã, pausando uma sequência de 13 dias consecutivos de ofensiva. Mais cedo, nesta segunda-feira, o presidente disse que Teerã havia solicitado uma reunião com Washington, acrescentando que os Estados Unidos poderiam retomar a ação militar caso o acordo fracassasse.
Na noite de 17 para 18 de junho, Teerã e Washington assinaram um memorando para encerrar o conflito iniciado em 28 de fevereiro. No entanto, desde 8 de julho, as forças dos EUA realizaram várias séries de ataques contra o Irã. O Comando Central dos EUA (CENTCOM) alegou que os bombardeios eram uma resposta a ações iranianas contra navios comerciais que atravessavam o estreito de Ormuz. A república islâmica respondeu com ataques a bases dos EUA no Oriente Médio.
Em 12 de julho, o Irã anunciou o fechamento do estreito até o fim da interferência dos EUA na região, após mais uma onda de trocas de ataques entre as partes do conflito. No dia seguinte, Trump disse que os Estados Unidos se tornariam "guardiões" de Ormuz. O republicano também restabeleceu o bloqueio dos EUA aos portos iranianos.
Dois terços dos americanos desaprovam conflito
Apenas 1 em cada 3 cidadãos dos EUA aprova a campanha militar contra o Irã — o menor índice desde o início do conflito —, segundo uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta segunda-feira.
Ao mesmo tempo, 69% dos entrevistados acreditam que Trump não conseguiu explicar claramente os objetivos americanos.
A pesquisa foi realizada de sexta-feira (24) a domingo (26), com 1.246 adultos americanos, apresentando uma margem de erro de 3 pontos percentuais.


