A pesquisa divulgada pelo Instituto Quaest nesta terça-feira (28) também considera a corrida pelas duas vagas de Pernambuco no Senado Federal. Mais uma vez, a dupla formada por Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT) aparece em vantagem sobre os demais. Nesta eleição, a população tem direito a dois votos para senador no pleito de outubro. Em dezembro se encerram os mandatos de Humberto e de Fernando Dueire (PSD), mas este último talvez nem consiga se viabilizar como candidato. A Quaest considerou quatro cenários possíveis, com ausências de Dueire, Mendonça Filho (PL) ou ambos.
Em mais um levantamento, Marília Arraes (PDT) aparece em vantagem, com intenções de voto variando entre 19% e 21% (média de 20,3%). O senador Humberto Costa (PT) segue firme para um 3º mandato em Brasília, com intenções de voto variando entre 12% e 14%, com média de 13,3%. Em terceiro lugar aparece o deputado federal Mendonça Filho (PL), figura tradicional da direita pernambucana, ex-ministro de Temer e que se associou ao bolsonarismo nos últimos anos. Ele tem 8% das intenções de voto e deve disputar a reeleição para a Câmara Federal.
O resultado pode ser reflexo do desejo do eleitor pernambucano por eleger senadores aliados de Lula: 47% dos entrevistados afirmam essa preferência. Há ainda 33% que alegam preferir senadores “independentes” e 16% que preferem nomes aliados de Bolsonaro. Outros 4% não responderam a este questionamento. A Quaest também perguntou o quão certo o eleitor está de que aqueles serão seus votos para o Senado. A maioria (53%) afirma que o voto ainda pode mudar, enquanto 46% garante estar decidido. 1% não soube responder.
Os dois únicos candidatos que tem mais da metade dos eleitores se afirmando “decididos” são justamente Humberto Costa (PT), que tem 64% dos eleitores decididos e 36% que ainda podem mudar o voto; e Marília Arraes (PDT), que tem 57% dos eleitores decididos e 43% podendo migrar. Todos os demais candidatos têm mais de 50% dos eleitores considerando que podem mudar o voto.

Os senadores de Raquel Lyra
Criteriosamente empatados, Eduardo da Fonte (PP) e Miguel Coelho (União Brasil) aparecem com 6% em todos os quatro cenários. Ambos disputam internamente, na federação União Progressista, para saber quem deles será o candidato ao senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD). Nos bastidores, fala-se que Lyra tem preferência por Coelho, mas é Da Fonte quem tem maioria interna e exerce o controle na federação partidária.
A outra vaga na chapa da governadora deve mesmo ser de Túlio Gadêlha (PSD), apoiador de Lula e que tem servido a uma tentativa de blindar a chapa contra a pecha de bolsonarista. Ele tem 4% em todos os cenários. O senador Fernando Dueire (PSD) aparece com 0%, em último lugar.
Em 7º lugar na corrida pelo Senado está Sílvio Nascimento (PL), atualmente vereador de Caruaru. Suas intenções de voto variam entre 2% e 3%, com média de 2,3%. O 8º colocado é Carlos Sant’ana (Novo), oscilando entre 0% e 1% (média de 0,5%). O ex-deputado federal Paulo Rubem Santiago (Rede) também oscila entre 0% e 1%, mas com média de 0,3%. Os indecisos variam entre 17% e 24%, com média de 20,3%. Os eleitores que declaram voto branco ou nulo variam entre 22% e 25% (média de 23,5%).
Rejeição
Os candidatos Mendonça Filho (38%), Marília Arraes (38%), Humberto Costa (36%) e Eduardo da Fonte (34%) aparecem tecnicamente empatados no quesito rejeição do eleitor pernambucano. O petista teve a maior variação entre a última pesquisa Quaest, realizada em abril, e esta: Humberto tinha 41% de rejeição e conseguiu reduzir 5 pontos em três meses. Num segundo patamar aparecem Miguel Coelho (28%) e Túlio Gadêlha (25%). A lista segue com Carlos Sant’ana (16%), Fernando Dueire (1%), Paulo Rubem (11%) e Silvio Nascimento (10%).
Governador
A mesma pesquisa apontou a governadora Raquel Lyra (PSD) na liderança para se reeleger ao Palácio do Campo das Princesas. Ela tem 43% das intenções de voto, um crescimento de 9 pontos em comparação com a pesquisa de abril. Já João Campos (PSB) caiu 5 pontos e aparece agora com 37%. Os três outros candidatos aparecem com 1% cada.
Desta forma, a governadora estaria reeleita no 1º turno, com 51,8% dos votos válidos. Escrevemos uma matéria detalhando essa parte da pesquisa e explicando em quais grupos populacionais a governadora conseguiu “virar o jogo” sobre o ex-prefeito do Recife.
A pesquisa Quaest foi realizada a partir de 900 entrevistas presenciais, face a face, entre os dias 22 e 26 de julho. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos e o índice de confiabilidade é de 95%. O levantamento foi registrado no TSE com o código PE-09649/2026.
