Conforme publicado pelo Globo, Mendonça atendeu a um pedido da Polícia Federal, que havia feito a solicitação no início das investigações. Ao mesmo tempo, a PF não necessariamente deverá fazer valer a permissão, embasada no Tratado de Assistência Jurídica Mútua (MLAT, na sigla em inglês) e em acordos estabelecidos entre Brasil e governos mundo afora.
A iniciativa da Polícia Federal é uma maneira de evitar futuros questionamentos acerca da legalidade de provas obtidas no exterior, como aconteceu nas investigações relacionadas à operação Lava-Jato.
Os agentes da PF acreditam haver a necessidade de apurar a existência de ativos relacionados ao Banco Master fora do país. Ainda de acordo com O Globo, um segundo pedido de cooperação jurídica internacional deste tipo já teria sido enviado a Mendonça e aguarda apreciação do ministro.
Em junho, a Suprema Corte das Bahamas reconheceu a liquidação extrajudicial do Banco Master conduzida no Brasil e autorizou medidas para localizar, preservar e recuperar ativos eventualmente ligados ao grupo financeiro no exterior.
Na prática, a medida permite que a liquidação brasileira produza efeitos no país e dá base jurídica para rastrear bens ligados ao banco. A decisão também menciona investigações sobre Daniel Vorcaro, controlador do Master, suspeito de uso irregular de recursos do grupo.


