Em entrevista coletiva, Alckmin apontou que o encontro busca avanços em tratativas sobre minerais críticos, indústria de manufaturas e comércio exterior. A corrente comercial entre Brasil e Coreia do Sul, hoje em US$ 10,5 bilhões (cerca de R$ 53,6 bilhões), pode dobrar nos próximos dois anos, segundo ele. Em 2011, as trocas chegaram a US$ 15 bilhões (cerca de R$ 76,5 bilhões).
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Em meio aos rumos comerciais, o vice-presidente fez um apontamento especial: em agosto, o governo enviará uma missão à Coreia do Sul para tratar especificamente da abertura de mercado para a carne nacional.
Ele ressaltou que a carne do Brasil tem custo 40% menor se comparada com o produto estadunidense, fora a qualidade excepcional. "São grandes compradores. Podemos vender mais e com preço melhor", declarou Alckmin sobre a Coreia do Sul.
Para cumprir a possibilidade de dobrar o comércio, o vice-presidente mencionou outras áreas que vão amadurecendo, como defesa, audiovisual, alimentos, biocombustível, inteligência artificial e máquinas e equipamentos.
Críticas de Milei ao Brasil prejudicam a Argentina
Ao ser perguntado sobre as críticas recentes feitas pelo presidente da Argentina, Javier Milei, ao governo brasileiro, Alckmin ressaltou que o chefe do Executivo argentino faz um desserviço ao próprio país.
"É lamentável que o presidente de um país vizinho, amigo e que compõe o Mercosul preste um desserviço ao seu próprio país. Vir ao Brasil durante uma eleição e se envolver de maneira grosseira é uma intromissão nos assuntos internos brasileiros."
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Alckmin destacou ainda o atual momento do Mercosul, citando os acordos com Cingapura, Associação Europeia de Comércio Livre (EFTA, na sigla em inglês) e União Europeia, além das negociações com a Coreia do Sul. O vice-presidente também lembrou que o Brasil é o maior parceiro comercial e o principal comprador da Argentina.


