Irã fechará Ormuz para países e empresas que apoiam plano dos EUA de usar ativos iranianos congelados

28/07/2026 às 18:570 visualizações
Foto: AVISO: midia estatal russa / Sputnik Brasil
Na semana passada, Trump afirmou que Washington usaria ativos iranianos sob custódia norte-americana para compensar eventuais danos a navios e cargas em meio ao bloqueio militar norte-americano em curso no estreito de Ormuz.

"Alertamos todos os países e empresas que acolhem a proposta de Trump de usar ativos iranianos congelados que, de agora em diante, as Forças Armadas iranianas não permitirão a passagem de seus navios por Ormuz", aponta o comunicado, citado pela emissora estatal iraniana IRIB.

Na madrugada de 18 de junho, Teerã e Washington assinaram um memorando para encerrar o conflito iniciado em 28 de fevereiro. No entanto, desde 8 de julho, as forças dos EUA realizaram várias séries de ataques contra o Irã.
O Comando Central dos EUA (Centcom, na sigla em inglês) alegou que os ataques eram uma resposta a ações iranianas contra navios comerciais que atravessavam o estreito de Ormuz. Teerã, por sua vez, respondeu que suas ações correspondem ao concordado no memorando entre os dois países e responderam com ataques a bases dos EUA no Oriente Médio.
Em 12 de julho, o Irã anunciou o fechamento do estreito até o fim da interferência dos EUA na região, após mais uma onda de trocas de ataques entre as partes do conflito. No dia seguinte, Trump afirmou que os Estados Unidos se tornariam "guardiões" de Ormuz. O republicano também restabeleceu o bloqueio norte-americano aos portos iranianos.
Agora, Teerã tem como alvo as empresas e países que aderirem à nova proposta de Trump. Até o momento, não há informações sobre o repasse de valores iranianos bloqueados para o reparo de embarcações supostamente atingidas em Ormuz.
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Navios europeus são alvos legítimos, afirma Irã

O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã para Assuntos Jurídicos e Internacionais, Kazem Gharibabadi, afirmou nesta terça-feira que qualquer navio europeu que tente se aproximar do estreito de Ormuz será um alvo legítimo.
Segundo Gharibabadi, a política do Irã é garantir que a passagem nunca retorne ao seu estado anterior à guerra. Na visão do vice-ministro, se fosse aberta a rota sul do estreito de Ormuz, não seria possível mais manter o controle sobre o estreito.
A autoridade destacou também que Teerã não teme tomar qualquer medida necessária para fortalecer seu controle sobre Ormuz, mesmo que isso signifique a retomada da guerra. O estreito, para ele, é uma questão de segurança nacional para o Irã e representa um ativo defensivo estratégico para o país.
Gharibabadi também reforçou que o país não recebeu nenhuma proposta de negociação com os Estados Unidos nos últimos 15 dias. A autoridade destacou que os americanos transmitiram uma mensagem, por meio de Omã, afirmando que não planejam realizar ações militares contra Teerã.
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