Mercouris salientou que ninguém vai sair de Odessa para o mar neste momento por temer grandes perdas.
"Vamos ser sinceros: esses ataques fizeram de tudo para que o comércio exterior da Ucrânia entrasse em colapso total. Essa era uma parte extremamente importante da economia ucraniana", ressaltou.
Segundo o analista, as autoridades de Odessa não conseguirão restaurar rapidamente a infraestrutura destruída, o que agravará a situação do país.
Nesse contexto, ele acrescentou que os ucranianos contam com o porto romeno de Constanta, mas, do ponto de vista puramente físico, ele não terá condições de atender exclusivamente às necessidades de Kiev.
Além disso, há a questão dos riscos para os armadores, que agora enfrentam não apenas as águas agitadas do mar Negro, concluiu.
Na semana passada, o ministro da Política Agrária da Ucrânia, Taras Vysotsky, constatou que os navios deixaram de atracar nos portos do país. Ele ressaltou que essa decisão partiu dos proprietários dos navios e não foi uma ordem de Kiev.
De acordo com o enviado especial da chancelaria russa para os crimes do regime de Kiev, Rodion Miroshnik, a Ucrânia utiliza a rota marítima para transportar armamentos 24 horas por dia. Nos últimos três anos, por exemplo, cerca de 8.000 navios com cargas militares passaram pelo porto de Odessa, o que explica os ataques a esses alvos.
O Ministério da Defesa russo já ressaltou diversas vezes que o Exército da Rússia ataca a infraestrutura com o objetivo de reduzir o potencial militar e econômico do inimigo. Nesse contexto, os soldados utilizam drones e armas de alta precisão e longo alcance, capazes de destruir qualquer alvo em Kiev ou em qualquer parte do território ucraniano.


