Mais cedo, os ministros das Relações Exteriores de seis países do golfo Pérsico discutiram a garantia dos direitos de navegação no estreito de Ormuz, que até agora continua fechado.
"Um acordo feito exclusivamente entre o Irã e Omã poderia contribuir para a desescalada, mas não deve dar a nenhum Estado poder unilateral sobre a hidrovia internacional nem ignorar os legítimos interesses de segurança de outros Estados costeiros do Golfo", disse Alhammadi.
Segundo a especialista, para que, por exemplo, os Emirados Árabes Unidos aceitem e apoiem tal acordo, ele deve ser transparente, juridicamente válido e estar em conformidade com o direito internacional do mar.
O mais importante é que o futuro documento garanta a liberdade de navegação irrestrita e não discriminatória, sublinhou a analista.
"Os Emirados Árabes Unidos aguardam consultas formais, já que seus portos, exportações de energia, comércio e segurança nacional são diretamente afetados", acrescentou.
Em 8 de julho, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que o cessar-fogo alcançado com o Irã na noite de 18 de junho não era mais válido. Após a declaração, os militares dos EUA realizaram várias séries de ataques contra o Irã.
Teerã respondeu com ataques a bases norte-americanas em vários países do Oriente Médio, fechou o estreito de Ormuz e também acusou Washington de violar o memorando sobre a cessação das hostilidades.


