UFSM conquista reconhecimento nacional no Prêmio FORTEC de Inovação 2026

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30/07/2026 às 13:060 visualizações
Universidade Federal de Santa Maria

Duas tecnologias da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) foram reconhecidas na edição deste ano do Prêmio FORTEC de Inovação. O CIGIR – Sistema Informatizado de Gerenciamento de Irrigação e o Firmware RUFXMX venceram suas respectivas categorias na etapa Regional Sul. O CIGIR também foi premiado na etapa nacional.

Promovido pela Associação Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (FORTEC), o prêmio reconhece iniciativas de destaque relacionadas à inovação, à propriedade intelectual e à transferência de tecnologia no país.

Na categoria Inovação Social ou Ambiental com Base em Propriedade Intelectual, o CIGIR conquistou o primeiro lugar nas etapas Regional Sul e Nacional. Desenvolvido pelo professor Reimar Carlesso, o sistema utiliza informações sobre clima, solo, culturas e histórico de irrigação para indicar o momento adequado e a quantidade de água necessária para cada plantação.

A tecnologia começou a ser desenvolvida na UFSM em 1998, foi registrada como programa de computador e posteriormente deu origem ao Sistema Irriga, plataforma comercial voltada ao gerenciamento da irrigação agrícola. Atualmente, a solução monitora mais de 400 mil hectares em aproximadamente 20 países e está adaptada a mais de 40 culturas.

Os resultados obtidos com a aplicação da tecnologia indicam uma redução de aproximadamente 20% a 25% no consumo de água e de 20% a 30% no consumo de energia elétrica relacionado à irrigação. O CIGIR também foi a primeira tecnologia licenciada pela UFSM.

Para Reimar Carlesso, criador do CIGIR, a tecnologia modernizou o manejo da irrigação ao oferecer recomendações fundamentadas em dados climáticos, características do solo e modelagem agronômica. “O reconhecimento nacional demonstra a relevância e a excelência tecnológica do CIGIR e da UFSM, validando sua contribuição para a inovação no agronegócio e para a sustentabilidade ambiental”, afirma. 

Enquanto o CIGIR está voltado à agricultura, o Firmware RUFXMX, vencedor regional na categoria Programa de Computador, atua no setor elétrico. O programa permite transformar medidores eletrônicos convencionais em equipamentos capazes de realizar remotamente a leitura do consumo, o monitoramento, o corte e o religamento de energia, sem a necessidade de substituir toda a infraestrutura existente.

A tecnologia utiliza uma rede de comunicação de longo alcance e baixo consumo de energia, o que possibilita sua aplicação inclusive em regiões rurais ou com limitações na infraestrutura de telecomunicações.

O Firmware RUFXMX foi desenvolvido por Carlos Henrique Barriquello, Daniel Pinheiro Bernardon, Tiago Bandeira Marchesan, Filipe Gabriel Carloto e Lucas Maziero. A tecnologia possui cotitularidade da UFSM, da Mux Energia e da Fox IoT. Graduada pela Pulsar, a Fox IoT foi posteriormente selecionada em edital para integrar o InovaTec como residente pós-incubada. 

Um lote-piloto com cerca de 300 unidades já está em operação. Os resultados dessa aplicação apontam uma redução estimada de 87% nas horas de trabalho das equipes responsáveis pela leitura dos medidores e de mais de 95% nos custos dos processos de corte e religamento.

Para Carlos Henrique Barriquello, um dos desenvolvedores do Firmware RUFXMX, o principal benefício da tecnologia é a modernização do setor elétrico, com ganhos para distribuidoras e consumidores. “Esta premiação valoriza o esforço da equipe de ir além da pesquisa e do desenvolvimento da tecnologia, levando-a, de fato, à sociedade que a financiou”, afirma. 

Para Letícia Cruz, chefe do Núcleo de Propriedade Intelectual da Proinova/UFSM, as premiações demonstram a capacidade das pesquisas desenvolvidas na Universidade de gerar benefícios para a sociedade.

“Receber esses prêmios é motivo de muita alegria para toda a comunidade da UFSM. Eles mostram que o conhecimento produzido na Universidade tem qualidade, gera inovação e pode chegar à sociedade de diferentes formas, seja por meio de parcerias com empresas ou da transferência de tecnologias que fazem a diferença na vida das pessoas”, afirma.

Segundo Letícia, o reconhecimento reforça a importância de proteger os resultados das pesquisas e de criar caminhos para que eles gerem impacto além da Universidade. Para ela, as conquistas também podem incentivar outros pesquisadores a reconhecer a propriedade intelectual como uma ferramenta para ampliar o alcance de seus trabalhos.

Nos dois projetos, a Proinova participou dos processos de proteção da propriedade intelectual e de transferência das tecnologias para o setor produtivo. O CIGIR tornou-se a primeira tecnologia licenciada pela UFSM, enquanto o Firmware RUFXMX chegou ao mercado por meio da colaboração entre a Universidade e as empresas parceiras.

Texto: Gabriela Alves, bolsista de jornalismo da Proinova

Revisão: Debora Seminoti Tamiosso, comunicação da Proinova

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Universidade Federal de Santa Maria
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