Destes, 35 brasileiros morreram e outros 92 estão desaparecidos, segundo os números atualizados a partir dos registros russos e ucranianos. No balanço do ministério, em fevereiro, a chancelaria contabilizava 22 mortos e 44 desaparecidos, o que aponta rápido crescimento desses números.
O Itamaraty repetidamente desencoraja brasileiros que viajam para a Ucrânia com o intuito de lutar como mercenários ao lado do exército de Kiev. Segundo a pasta, a ajuda consular fica limitada pelo contrato assinado por esses voluntários com as autoridades ucranianas e pelas dificuldades de agir em locais de hostilidades.
"Não há obrigatoriedade por parte do poder público para o pagamento de passagens ou o custeio de retorno de cidadãos do exterior."
Em outras oportunidades, a pasta também reforçou que crimes cometidos por brasileiros durante serviço a países estrangeiros podem ser punidos em cortes locais, internacionais ou até mesmo no Brasil.
Já Moscou alerta que Kiev utiliza os combatentes estrangeiros como "material descartável", com o intuito de preservar suas próprias forças, e que, uma vez na linha de frente, se tornam alvos legítimos para as forças russas.


