Para 43% dos brasileiros, tarifas dos EUA buscam interferir nas eleições presidenciais de 2026

Por Isegun Oliveira31/07/2026 às 20:280 visualizações
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Brasil de Fato

Quatro em cada dez brasileiros acreditam que a decisão dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre as exportações do Brasil teve motivação política e buscou influenciar a disputa presidencial de 2026 no Brasil.

Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta sexta-feira (31) mostra que 43,3% dos entrevistados afirmam que o principal motivo da medida foi tentar interferir no resultado das eleições brasileiras.

Para 39,6%, por outro lado, a taxação teve caráter econômico, voltado à proteção da economia e dos interesses comerciais dos Estados Unidos. Outros 10,3% entendem que a medida buscou fortalecer politicamente o governo de Donald Trump no cenário interno estadunidense, enquanto 6,8% disseram não saber responder.

O levantamento foi realizado entre os dias 22 e 27 de julho, com 5.021 brasileiros, margem de erro de um ponto percentual e nível de confiança de 95%.

Taxação

tarifa adicional de 25% dos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao país entrou em vigor no dia 22 de julho. A medida foi anunciada após uma investigação do governo Donald Trump indicar que o Brasil supostamente adotaria práticas que “oneram ou restringem” o comércio com os Estados Unidos. O governo brasileiro contesta as justificativas e considera que a decisão tem motivação política.

A acusação de interferência política decorre de falas feitas pela própria família Bolsonaro, que se exibiu como partícipe da primeira taxa implementada por Donald Trump, ainda em 2025. Na rodada mais recente, o pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro chegou a pedir que as taxas fossem adiadas para após as eleições.

A cobrança é aplicada sobre cerca de três mil produtos brasileiros no momento da entrada nos Estados Unidos. Na prática, ela aumenta o custo das importações para empresas estadunidenses e pode reduzir a compra de produtos brasileiros.

Ao mesmo tempo, mais de dois mil itens ficaram fora da medida por serem considerados estratégicos para a economia estadunidense ou porque os EUA não produzem quantidade suficiente desses produtos.

Fonte
Brasil de Fato
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