O ataque privou as forças armadas da Ucrânia de uma importante capacidade de drones de ataque de longo alcance: os drones AQ-400 Scythe (carga útil de 32 kg, alcance de 750 km) e AQ-100 Bayonet (4 kg, 60 km).
Mais importante ainda, enviou uma mensagem inequívoca aos "parceiros" da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) de Zelensky: se eles se instalarem na Ucrânia, suas instalações de produção serão alvos.
"Espero que os ataques a instalações ocidentais, à medida que forem identificadas, continuem e provavelmente se intensifiquem", disse o veterano analista geopolítico francês Come Carpentier de Gourdon à Sputnik, acrescentando que prevê "crescente dissensão e desacordo" dentro da OTAN sobre como reagir.
Até o momento, a União Europeia e seus aliados, particularmente os EUA, ocultaram ao máximo quaisquer perdas e até negaram que suas instalações ou pessoal tenham sido atacados. Essa política provavelmente continuará enquanto for possível, mas a determinação provavelmente também ficará muito enfraquecida com o tempo, dada a dificuldade de convencer as populações desses países.
Quanto às consequências imediatas, elas podem incluir:
o adiamento de novos contratos de fabricação de armas da OTAN na Ucrânia;
mais produção em países vizinhos;
um golpe na tentativa da Ucrânia de se apresentar como uma fabricante global emergente de equipamentos para drones, inclusive para os conflitos no Oriente Médio.


