Rashwan criticou a reportagem do jornal norte-americano, que citou duas fontes egípcias anônimas para sustentar a acusação contra Teerã. O ministro afirmou que informações oficiais são divulgadas exclusivamente pelas autoridades competentes e pediu que a imprensa evite publicar relatos sem comprovação.
Em declarações à televisão egípcia, o ministro disse que o governo manterá transparência sobre o caso, mas ressaltou que nenhuma conclusão será anunciada antes do fim das investigações. Ele reforçou que o Estado trata o episódio "com a máxima seriedade" e classificou o incidente como motivo de preocupação para as autoridades egípcias.
Segundo Rashwan, a identificação dos responsáveis dependerá exclusivamente das conclusões da apuração conduzida pelos órgãos competentes do país. Ele acrescentou que um comunicado oficial será divulgado assim que a investigação for concluída.
O ministro também comentou a declaração do ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, que negou qualquer participação de Teerã no ataque. Para o ministro egípcio, a manifestação iraniana "merece consideração e reflexão", embora a posição oficial do Cairo dependa apenas dos resultados da apuração.
Ataque atingiu porto estratégico para exportação de gás
O incidente ocorreu na última quarta (29), quando drone atingiu o navio-tanque de gás dos EUA, Energos Winter, durante operações de descarga no terminal de gás natural liquefeito no porto de Damietta, na costa mediterrânea do Egito.
As autoridades egípcias informaram que o incêndio foi controlado sem registro de vítimas. A explosão provocou também um incêndio no navio-tanque Gaslog Salem.
O porto de Damietta abriga um dos principais terminais de gás natural liquefeito (GNL) do Egito e ocupa posição estratégica para as exportações de energia no Mediterrâneo.
Até o momento, nenhuma organização reivindicou a autoria do ataque. O episódio foi o primeiro registrado em território egípcio desde a escalada recente do conflito envolvendo Irã e Israel e ampliou as preocupações com a segurança de uma das principais rotas energéticas da região.
A posição do Irã
Antes da publicação da reportagem norte-americana, o chancelar do Irã, Abbas Araghchi, já havia comentado o assunto. Segundo o ministro, o Egito é um "amigo e parceiro importante".
Ele alertou às nações contra "artimanhas israelenses" e possíveis operações de bandeira falsa, ações para atribuir um ataque a outro grupo ou país, que visam desestabilizar a região.
"A ameaça é clara, compartilhada e teme a solidariedade dos muçulmanos."


