'Perdeu o timing': lentidão de Flávio inviabilizou Tereza Cristina como vice na chapa, diz mídia

01/08/2026 às 18:570 visualizações
Foto: AVISO: midia estatal russa / Sputnik Brasil
A demora de Flávio Bolsonaro (PL) em procurar Tereza Cristina (PP-MS) para convidá-la para ser vice em sua chapa na disputa presidencial foi um fator determinante para a recusa do partido da senadora. A informação foi divulgada neste sábado (1º) pelo jornal O Globo.
Segundo o jornal, publicamente, o motivo alegado para a recusa apontado por Ciro Nogueira, presidente do PP, foi a intenção de manter a legenda neutra na disputa. Porém, interlocutores apontam que a demora no convite foi decisiva para o fracasso da iniciativa.
A articulação de Tereza como vice de Flávio foi liderada pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e tinha o apoio em especial de empresários ligados ao agronegócio.
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No entanto, Flávio Bolsonaro, que chegou a se referir à Teresa como "sonho de consumo" para compor a chapa, somente conversou pessoalmente com a senadora na última quarta-feira (29), quando ela foi chamada às pressas para uma reunião em Brasília com o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio.
Na reunião, Tereza Cristina disse que aceitaria o convite, desde que fosse aprovado pela federação formada pelo União Brasil e o PP, que posteriormente se posicionou contra e defendeu a neutralidade na disputa. Porém, segundo um interlocutor, a lentidão do convite pesou na decisão do partido, e quando o assunto foi colocado na mesa, "já era tarde".
"Foi a primeira vez que alguém da família Bolsonaro colocou esse assunto na mesa. Até então só quem falava sobre isso com ela era Valdemar, que aliás insistiu muito."
Outro interlocutor, ligado ao PL, disse que Flávio Bolsonaro é lento em iniciativas e não toma as rédeas da campanha como fazia o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
"Ele perdeu o timing. Se ele tivesse feito um esforço maior desde o começo, talvez as coisas tivessem tomado outro rumo", afirmou.
A quatro dias do prazo estipulado pela lei eleitoral para compor sua chapa na disputa, Flávio Bolsonaro enfrenta dificuldades para definir a vaga de vice, já que legendas do Centrão optaram pela neutralidade.
Além de Tereza Cristina, a campanha de Flávio cogitou Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal filiada ao Republicanos. A legenda vetou a indicação, alegando neutralidade. Nos bastidores, especula-se que, caso Flávio não consiga um nome a tempo, o posto de vice na chapa será ocupado por Rogério Marinho, em uma campanha de "chapa-pura" do PL.
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