Em convenção, Lula promete foco em soberania e diz querer ir além de políticas sociais

02/08/2026 às 19:500 visualizações
Convenção partidária, em São Paulo, oficializou candidatura de Lula e Alckmin
Convenção partidária, em São Paulo, oficializou candidatura de Lula e Alckmin
Brasil de Fato

Neste domingo (2), a corrida presidencial ganhou um novo contorno para o Partido dos Trabalhadores (PT), com a convenção nacional da legenda, que oficializa a candidatura à reeleição da chapa encabeçada por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSB).

O evento ocorreu em um dos pavilhões do Expocenter Norte, em São Paulo (SP), e contou com a presença de pré-candidatos de todo o Brasil e lideranças do PCdoB e PV, que integram a Federação Brasil da Esperança, e do Psol, Rede, PSB e PDT, que compõem a base de apoio da chapa.

Ao projetar quais serão as prioridades de um eventual novo governo, Lula subiu o tom no tema soberania e disse que se comprometerá com a questão da defesa, a qual, segundo ele, ganhou novos contornos com a ascensão de conflitos internacionais e as vitórias eleitorais da extrema direita na América Latina. 

“Esse país tem 16,8 mil km de fronteira seca, 8 mil km de fronteira marítima, além das fronteiras temos 5,7 milhões de quilômetros de água sob nossa responsabilidade. Esse país tem a maior floresta tropical do planeta, tem 12% da água doce do mundo, esse país tem uma riqueza mineral que a gente não sabe ainda. Eu quero estar preparado para que ninguém invada esse país e leve o presidente com ele invadido. Quero estar preparado para a paz, não para a guerra. Quero estar preparado para ninguém ousar ‘se fazer de besta’ conosco”, disse. 

O presidente foi enfático no tema das terras raras. “Nem chinês, nem americano e nem francês vão meter o dedo nas nossas terras raras e minerais críticos”, prometeu. Ele conectou esse tema ao investimento em ciência e tecnologia. “É preciso tomar a decisão de investir mais em ciência e tecnologia, porque se a gente não investir em pesquisa, em formar cientista, a gente não vai chegar lá, a gente fica trabalhando com o que tem.” 

Aproveitando a presença dos ex-ministros que compuseram seu governo, a exemplo de Camilo Santana, que esteve a frente do Ministério da Educação, o presidente disse estar disposto a resolver temas como a educação. “[Sou] candidato pela quarta vez para resolver definitivamente o papel da educação nesse país.” 

Além de projetar as prioridades para um eventual próximo governo, Lula também falou em legado, ao afirmar que não quer ser apenas reconhecido como o presidente das políticas sociais, mas quer pensar um projeto para o país.

“Eu não quero mais ser o presidente do Bolsa Família. É preciso mais, mais, mais, e mais. E nesse ‘ser mais’ a gente precisa ser mais ousado para a gente mudar muita coisa. Nós precisamos definir o que é prioridade para o país. Aquilo que nós precisamos entregar em um projeto de 10, 15 anos, mas nós precisamos dizer ao povo o que a gente vai fazer definitivamente”, projetou. 

O próximo ato público da chapa é no dia 16 de agosto em São Bernardo do Campo, no estádio da Vila Euclides, historicamente conhecido por abrigar as assembleias sindicais dos metalúrgicos do ABC. Nesta data, a expectativa é de lotar o estádio para debater seu programa de governo. 

Fonte
Brasil de Fato
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