Cuba sofre novo apagão nacional em meio a bloqueio energético dos Estados Unidos

03/08/2026 às 12:190 visualizações
Homem anda de bicicleta por uma rua durante um apagão em Havana, Cuba, em agosto de 2026
Homem anda de bicicleta por uma rua durante um apagão em Havana, Cuba, em agosto de 2026
Brasil de Fato

Cuba sofreu, no domingo (2), um novo apagão nacional em sua rede elétrica, afetada pela escassez de combustível devido ao bloqueio petrolífero dos Estados Unidos. A União Elétrica de Cuba (UNE) anunciou, na rede social X, uma “desconexão total” do Sistema Eletroenergético Nacional (SEN) por volta das 22h43 (horário local), o que voltou a deixar o país no escuro. O governo cubano anunciou posteriormente que medidas foram adotadas para restabelecer o serviço.

É o segundo apagão consecutivo enfrentado pela ilha, em meio ao que Havana denuncia como um “cerco energético” e um bloqueio por parte dos EUA que classifica como “genocídio”. A ilha tem sofrido cortes persistentes devido ao envelhecimento de suas usinas e a um embargo energético dos Estados Unidos, que interrompeu as entregas regulares de combustível necessário para abastecer as centrais elétricas. As sete usinas termelétricas que constituem a base do sistema elétrico cubano, com mais de 40 anos de operação, sofrem avarias constantes ou precisam ser desligadas para manutenção.

O apagão de domingo é o mais recente de uma série de colapsos totais da rede elétrica cubana. Apenas 24 horas antes, cinco das 15 províncias do país já haviam ficado sem energia. Desde o início de 2026, Cuba sofreu cinco apagões nacionais, três deles em julho, em um intervalo de dez dias. Desde o final de 2024, foram 11 apagões em todo o país.

Havana atribui o grave estado de sua rede elétrica às medidas punitivas de Washington, enquanto o governo dos Estados Unidos insiste que a responsabilidade é do governo cubano e da má gestão da economia. Washington mantém um bloqueio econômico e comercial contra Cuba há mais de seis décadas, e a Casa Branca endureceu as medidas de asfixia contra a ilha desde que o presidente Donald Trump assumiu seu segundo mandato, em janeiro de 2025.

*Com informações de Telesur.

Fonte
Brasil de Fato
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