MPRS recebe familiares de vítimas de violência em creche de Alvorada e informa que vai recorrer contra revogação da prisão preventiva de denunciada

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03/08/2026 às 21:481 visualizações
Ministerio Publico do Rio Grande do Sul
03/08/2026 17:16 camila

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio da Central de Atendimento às Vítimas, recebeu nesta segunda-feira, 3 de agosto, familiares de crianças vítimas de agressões físicas e psicológicas em uma escola de educação infantil de Alvorada. O encontro ocorreu no Espaço Bem-me-quer, na sede institucional do MPRS, em Porto Alegre.

O grupo, formado por mães e um pai de alunos, procurou o Ministério Público inconformado com a revogação da prisão preventiva de uma das rés, ocorrida na última quinta-feira, 30 de julho. Durante a reunião, os familiares foram informados de que o MPRS manifestou-se de forma contrária à decisão judicial e irá recorrer.

A atividade foi conduzida pela coordenadora da Central de Atendimento às Vítimas, Carla Frós, e pela promotora de Justiça Karen Mallmann, da Promotoria Criminal de Alvorada, que reforçaram o compromisso da instituição com o acolhimento das famílias e colocaram-se à disposição para prestar informações e acompanhamento sobre o andamento do caso. O assistente de acusação Leonardo Gomes Menezes também participou do encontro.

INVESTIGAÇÃO

As duas mulheres investigadas foram presas em 3 de março deste ano. Atualmente, uma delas cumpre prisão domiciliar, com monitoramento por tornozeleira eletrônica.

Em 30 de março, o Ministério Público denunciou as duas mulheres pelos crimes de tortura praticados contra 34 crianças, de forma reiterada, ao longo de mais de um ano. Conforme a denúncia, as vítimas teriam sido submetidas a agressões físicas e psicológicas como forma de castigo, à administração irregular de medicamentos com efeito sedativo e a situações de grave negligência relacionadas à alimentação e à higiene. Também houve denúncia por ameaça contra familiar de uma das crianças.

Segundo o MPRS, uma das denunciadas atuava como professora de educação infantil e a outra como proprietária e gestora da escola. Ambas teriam se valido da relação de guarda, cuidado e autoridade para submeter as crianças a intenso sofrimento físico e mental.


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Ministerio Publico do Rio Grande do Sul
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