Apesar de líder nas pesquisas eleitorais, o senador Cleitinho (Republicanos) anunciou, na tarde desta segunda-feira (3), que não vai disputar o governo de Minas Gerais, informação confirmada pelo seu partido.
O anúncio ocorre após meses de indefinição sobre a candidatura de Cleitinho ao governo de Minas Gerais. Desde o início do ano, o senador vinha adiando a decisão. No dia 25 de julho, ele faltou à convenção estadual do Republicanos, que, dois dias depois, divulgou uma nota responsabilizando o parlamentar pelo fracasso das articulações para viabilizar sua candidatura. Na ocasião, o senador disse que continuava candidato.
Nas mensagens desta segunda, a desistência do senador é atribuída à morte do seu irmão mais novo, Matheus Augusto Azevedo, no dia 18 de julho, vítima de leucemia. Cleitinho também é irmão do deputado estadual Eduardo Azevedo (PL) e do ex-prefeito de Divinópolis Gleidson Azevedo (Republicanos).
“Queria pedir perdão, porque o momento não está fácil para mim e para minha família. Não adianta entrar numa campanha do jeito que eu estou. Não adianta eu querer cuidar de vocês se eu não estou cuidando de mim e da minha família. Tenho que ser honesto com vocês e falar a verdade; […] Eu não estou bem”, falou o senador emocionado nas redes sociais.
O presidente nacional do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira, publicou um vídeo em que disse que Cleitinho tomou a decisão “espontaneamente diante do momento difícil que está vivenciando”.
Com a saída oficial de Cleitinho, a corrida para o governo de Minas se embaralha. A pesquisa Quaest de 28 de julho apontava o senador com 35% das intenções de voto, seguido pelo ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), com 12%.
Patrus Ananias, do PT, estava em terceiro com 10%, empatado tecnicamente com Kalil. O atual governador Mateus Simões (PSD) tinha 6%; e Gabriel Azevedo (MDB), 4%.
