Colocando em termos simples, é semelhante às ondas na água surgindo do vento. Da mesma forma, o vento solar "sopra" através da atmosfera superior de Marte, produzindo grandes ondas de Kelvin-Helmholtz. O estudo foi publicado na revista Science Advances.
As fontes de vazamento na atmosfera marciana são nuvens de plasma em suas camadas superiores. Várias hipóteses foram apresentadas sobre a natureza destas nuvens, mas as suas origens permaneceram obscuras - faltavam evidências observacionais diretas, explicou o autor principal Zhang Chi, do Centro de Física Espacial da Universidade de Boston. A dificuldade é que não existe uma sonda que possa medir simultaneamente tanto o vento solar não perturbado longe do planeta e íons vazantes perto dele.
How The Sun Is Stripping Away Mars’ Atmosphere - Eurasia Review
— Paul Quibell-smith 🔶 (@QuibellPaul) August 1, 2026
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Em sua pesquisa anterior, Zhang e coautores mostraram que observações síncronas com Tianwen-1 (que registrou um vento solar) e MAVEN (que observou um vazamento de íons) permitem vincular diretamente as mudanças no vento solar à resposta do espaço circumplanetário de Marte. O novo trabalho apresenta evidências convincentes de que as nuvens de plasma na ionosfera nascem precisamente por ondas de Kelvin-Helmholtz. Isto é uma consequência da instabilidade de Kelvin-Helmholtz na fronteira de dois meios entre prótons leves do vento solar e íons pesados do ar.
"Em trabalhos futuros, esperamos descobrir quais condições favorecem o nascimento e o desenvolvimento das ondas Kelvin-Helmholtz, bem como quantificar sua contribuição para o vazamento da atmosfera marciana", compartilhou o cientista.
"Acredita-se que Marte já foi habitável, com uma atmosfera mais densa e água líquida em sua superfície. Compreender como se transformou no deserto frio e seco que vemos hoje é fundamental para desvendar a evolução dos meios planetários em geral", concluiu Zhang.

