Operação PERG: ex-diretor de penitenciária é condenado a 85 anos de prisão; ação é encerrada com 7 condenados e R$ 1,3 milhão confiscado

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05/08/2026 às 00:471 visualizações
Ministerio Publico do Rio Grande do Sul
04/08/2026 18:19 camila

Com a condenação desta terça-feira, 4 de agosto, de um ex-policial penal e ex-diretor da Penitenciária Estadual de Rio Grande (PERG) a 15 anos, 10 meses e 20 dias de prisão, o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio do 10º Núcleo Regional do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), divulgou o balanço final da Operação PERG. O principal alvo da investigação foi condenado em sete processos por corrupção, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, associação para o tráfico, ingresso de celulares em presídio e crimes relacionados a armas e munição. As penas aplicadas exclusivamente a ele somam 85 anos e 17 dias de reclusão, além da perda do cargo público.

Conforme o coordenador do 10º Núcleo Regional do GAECO, Rogério Meirelles Caldas, as investigações apontaram o uso da estrutura da PERG para práticas de vários crimes. Além do ex-diretor, a segunda fase da operação também resultou na condenação de outros seis envolvidos por corrupção ativa, tráfico de drogas, associação para o tráfico e ingresso de celulares em presídio. As penas desse grupo somam 90 anos, dois meses e seis dias de reclusão. Com a conclusão das ações penais, as duas fases da Operação PERG resultaram em sete condenados, penas que somam 175 anos, dois meses e 23 dias de reclusão, três decretos de perda de cargo público, confisco de cinco veículos e R$ 1,34 milhão em confisco de bens.

OPERAÇÃO PERG

A Operação PERG foi deflagrada pelo GAECO em dezembro de 2022, na Penitenciária Estadual de Rio Grande, para investigar uma associação criminosa ligada ao tráfico de drogas e ao ingresso de celulares e outros materiais ilícitos no presídio, inclusive com o uso de drones. As apurações indicaram que o grupo mantinha atividades criminosas a partir da unidade prisional e contribuía para o aumento da violência na região.

Em julho de 2023, a Operação PERG II aprofundou as investigações sobre um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e entrada de celulares no presídio, alcançando agentes públicos e integrantes da organização criminosa. Os investigados – entre eles dois policiais penais – também levavam celulares, drogas e dinheiro para dentro da casa prisional. Um dos agentes é ex-diretor da PERG e foi preso preventivamente durante o expediente. O grupo é um braço da facção que dominava o comércio de botijões de gás em Rio Grande.


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Ministerio Publico do Rio Grande do Sul
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