Com Flávio Bolsonaro investigado, ala da PF cria ‘factoide’ contra filho de Lula, diz cientista político

Por Larissa Bohrer05/08/2026 às 00:480 visualizações
Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL)
Brasil de Fato

A terceira investigação aberta pela Polícia Federal (PF) contra o filho do presidente Lula, Fábio Luis Lula da Silva, e autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça “desmoraliza” as instituições, na avaliação do advogado e cientista político Jorge Folena, em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato. Além de Fábio, a apuração atinge também o ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana, o Marcola.

O contexto pré-eleitoral gera um cenário de tensionamento em meio aos escândalos envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à presidência, e sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Folena observa que, desde maio, a PF tem provas robustas para abertura de inquérito contra Flávio, mas que essa investigação só saiu agora por muita pressão da opinião pública.

“Isso foi formalizado na quinta-feira retrasada. Não satisfeitos, porque Flávio Bolsonaro passou a ser investigado, criaram um factoide. Uma outra ala da PF, com André Mendonça, passou a investigar o filho do presidente Lula. A lógica seria: como Flávio Bolsonaro é candidato à Presidência da República e está sendo investigado criminalmente, e Lula não responde a nenhum processo nem tem acusações criminais, seria preciso inventar alguma coisa. Então, inventaram uma investigação contra o filho de Lula”, resume.

Folena observa que o suposto crime atribuído contra Fábio Luis Lula da Silva seria o de tráfico de influência no Ministério da Saúde. Contudo, não há contrato entre governo e as pessoas citadas por suposto envolvimento.

“Uma verdadeira desmoralização, não só da Polícia Federal nesse item, mas do juiz André Mendonça, ministro André Mendonça, que aceitou a abertura, o pedido de abertura de inquérito sem ter contrato, ou seja, sem ter nenhum indício de crime formalizado, porque para ter tráfico de influência teria que ter contrato, para ter corrupção teria que ter o contrato”, defende.

Para ouvir e assistir

O jornal Conexão BdF vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira: a primeira às 12h e a segunda às 17h, na Rádio Brasil de Fato, 98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube do Brasil de Fato.

Fonte
Brasil de Fato
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