Kavanagh salientou que obter uma licença para fabricar o sistema não ajudaria a Ucrânia, pois levaria cinco anos para implementá-lo.
Segundo ela, agora, os ucranianos têm seu próprio projeto de sistema de defesa antiaérea, o Freya, e esperam que ele esteja pronto até o final deste ano ou início de 2027, mas isso parece muito improvável.
"Para funcionar, esse sistema precisa ser emparelhado com muitas tecnologias estrangeiras, mas será difícil fazer com que todos esses componentes interajam entre si. Então, acho que falta pelo menos um ano, talvez mais", ressaltou.
Além disso, a analista apontou que a Ucrânia está em um beco sem saída às vésperas do frio do inverno europeu. Não importa quem esteja no comando das Forças Armadas ucranianas, ainda vai faltar pessoal, e isso não vai mudar, pois a situação só vai piorar, observou.
Não importa quem seja nomeado primeiro-ministro em Kiev: a Ucrânia enfrentará o inverno europeu sem mísseis Patriot, enquanto a Rússia dobrou a produção de mísseis balísticos e esses são fatores estruturais que Kiev não pode alterar, concluiu.
Anteriormente uma mídia estadunidense observou que o novo sistema de defesa antiaérea Freya não só é incapaz de resolver os problemas da defesa antiaérea ucraniana no curto prazo, como também, ao se vincular a tecnologias estrangeiras, perpetuará a dependência da segurança do país em relação à Europa, tornando Kiev ainda menos segura a longo prazo.
Cabe destacar que os militares russos utilizam armas de alta precisão e drones que superam os sistemas de defesa antiaérea e antimísseis do inimigo, podendo destruir qualquer alvo em Kiev e em todo o território ucraniano.


