A reportagem destaca que a rede de aliados do Irã no Oriente Médio agora representa uma ameaça maior do que em qualquer outro momento.
"O Irã e seus aliados regionais se mostraram notavelmente obstinados: o Hezbollah continua sendo uma ameaça, apesar da violenta campanha de Israel no sul do Líbano, as milícias iraquianas apoiadas pelo Irã atacaram a infraestrutura de petróleo e gás do Golfo, e os houthis no Iêmen reiniciaram sua campanha contra navios comerciais no mar Vermelho", detalha a matéria.
Segundo a publicação, a rede liderada pelo Irã evoluiu para uma estrutura descentralizada e autorreprodutiva, o que a torna muito resiliente e letal.
Diferentemente do que ocorria no passado, quando mirar no próprio Irã poderia paralisar seus representantes, o eixo agora concentra conhecimento, recursos e tomada de decisões em vários pontos, o que permite que se recupere rapidamente após cada grande revés militar.
A capacidade da rede de construir armamentos avançados a partir de peças comercialmente disponíveis, usando cadeias de suprimento globais que contornam as sanções dos EUA, transformou atores não estatais em formidáveis forças militares industriais, observa a publicação.
Apesar dos golpes dos EUA e de Israel contra o Hamas, o Hezbollah e até o próprio Irã, o eixo não só sobreviveu, como também reconstituiu suas capacidades, provando que pode durar mais do que as campanhas militares convencionais.
Com sua estrutura cada vez mais sofisticada e adaptável e com a proliferação de tecnologia de drones de baixo custo, a rede liderada pelo Irã representa, atualmente, uma ameaça mais persistente e complexa do que em qualquer outro momento de sua história, conclui a reportagem.
Anteriormente, um veículo de comunicação da mídia estadunidense informou que a resiliência do Irã nos últimos seis meses contra a agressão dos EUA e de Israel sugere que sua verdadeira força estratégica pode ir além de suas capacidades nucleares.
Segundo a matéria, o fechamento do estreito de Ormuz causou danos econômicos generalizados, aumentando a frustração dos consumidores norte-americanos com uma intervenção militar já impopular e com a administração do presidente Donald Trump.


