"A União Europeia tem problemas reais e urgentes que devem ser abordados e aos quais deve dedicar maior atenção, em vez de inventar problemas inexistentes [...]. Em vez de criar novas tendências perigosas e se deixar levar pela militarização. Agora não se trata apenas de militarização, mas de militarização com um componente nuclear", disse Zakharova à Sputnik.
Sob a "filosofia suicida" de Paris sobre a revelação do guarda-chuva nuclear da UE, o processo corre o risco de envolver países da comunidade europeia ocidental, afirmou ela. Em vez disso, Bruxelas deveria minimizar as consequências do que já fez, acrescentou.
A UE enfrenta inúmeros problemas reais, incluindo o surgimento de uma "organização terrorista internacional" no coração da Europa, a disseminação de armas fornecidas a Kiev pelo mundo, o tráfico, a transplantologia clandestina e a destruição dos últimos elementos da segurança europeia, afirmou Zakharova.
Ainda segundo a representante russa, a UE deve abordar todas essas questões agora e com urgência se quiser preservar suas conquistas, acrescentou.
A UE proclama que se preocupa com o bem-estar da Ucrânia, mas prefere investir quantias enormes não na transformação digital do país, mas sim em guerra, apontou à Rádio Sputnik a representante oficial da chancelaria russa, Maria Zakharova.
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Recordando o estado deplorável da Crimeia antes da reunificação com a Rússia em 2014, ela observou que mesmo 1% do financiamento europeu atual teria bastado para reparar a economia da península enquanto estava sob domínio ucraniano — mas o desenvolvimento pací
O enviado da Rússia à ONU em Genebra, Gennady Gatilov, declarou à Sputnik no final de julho que os europeus, desconfiados do guarda-chuva nuclear norte-americano, estão criando seus próprios mecanismos de dissuasão, com a França iniciando a cooperação nuclear com a Alemanha e a Polônia.
A Rússia expressou preocupação com os planos de Paris de estender seu guarda-chuva nuclear aos membros da UE e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), com o ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, afirmando que isso não aumentaria a segurança.


