O mundo vive um momento de tensão, com aumento das agressões imperialistas dos EUA por todo o mundo, especialmente na América Latina.
Os norte-americanos assistem ao declínio de seu império, e elegeram a China como seu principal adversário. Disputam com a nação asiática a vanguarda do desenvolvimento tecnológico, econômico e militar. E cada cantinho do planeta tem sido disputado nesse xadrez geopolítico global. A guerra na Ucrânia, o genocídio palestino, os ataques ao Irã, Venezuela, Cuba e ao Brasil, são expressão dessa disputa.
A disputa entre China e Estados Unidos, neste momento, dentre outros fatores, passa pela capacidade de exploração e beneficiamento de minerais considerados estratégicos, que dão sustentação às inovações tecnológicas da quarta revolução industrial, sobretudo lítio, nióbio e terras raras.
Minerais que Minas Gerais e o Brasil detém em abundância, o que aguça a sanha imperialista, que busca fazer de tudo para se apropriar dessa riqueza. Para tanto, desde já buscam intervir no processo eleitoral para garantir a vitória de um aliado de seus interesses, o candidato de extrema direita Flávio Bolsonaro (PL).
Está é a razão da imposição de tarifas abusivas; da cassação do visto da embaixadora do Brasil nos EUA; da tentativa de envio de funcionários do governo norte-americano para questionar o sistema eleitoral brasileiro; da abertura de edital para financiamento de ONGs brasileiras que se disponham a criticar o judiciário e o governo brasileiro; e das reuniões na embaixada dos EUA no Brasil com influenciadores digitais do país, dentre muitas outras articulações sabidas e escondidas.
Eleições e projeto de desenvolvimento para o estado
As eleições de outubro no Brasil estão no centro das preocupações do imperialismo estadunidense. E a eleição no estado de Minas Gerais é expressão importante dessa disputa. O estado vem sendo governado pela extrema direita há oito anos, período que Zema (Novo) facilitou a vida das mineradoras, sacrificando servidores públicos, políticas públicas, estatais, as finanças públicas e, sobretudo, fragilizando qualquer intento de construção de um projeto de desenvolvimento para o estado.
A unidade do campo progressista no estado em torno da candidatura de Patrus Ananias (PT) e a divisão da direita em diferentes chapas coloca o debate de projeto para Minas em outro patamar.
Últimas gestões no estado foram medíocres
Patrus carrega consigo a opção pelos pobres, a luta contra a desigualdade social, a excelência das políticas públicas sociais bem sucedidas, a defesa da soberania, a experiência das gestões populares e o compromisso com o protagonismo popular, alimentando a esperança das e dos mineiros.
Com Patrus candidato a governador, a importância dos minerais estratégicos que Minas Gerais detém, pode se traduzir em projeto de inclusão e desenvolvimento, transferência de tecnologia e soberania tecnológica, econômica e política, de modo a fazer com que Minas Gerais possa muito mais do que a mediocridade política que os últimos governos têm oferecido à população.
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