Em avaliação realizada na quinta-feira (6), os reservatórios da UE estavam com cerca de 57% da sua capacidade, bem abaixo dos anos anteriores e o nível sazonal mais baixo desde o início do monitoramento. Para atingir a meta ajustada da UE de 80% até a temporada de aquecimento — período que ocorre durante o inverno europeu e os países acionam sistemas de calefação devido às baixas temperaturas —, as taxas de injeção precisam acelerar significativamente.
Entretanto, as importações de gás russo não diminuíram, mas aumentaram. De janeiro a maio, as importações por gasoduto subiram 7% em relação ao ano anterior, enquanto as importações de GNL aumentaram 11%, segundo a Agência de Cooperação dos Reguladores da Energia (ACER, na sigla em inglês). O gás russo representa, ainda, cerca de 12% do consumo da UE.
França, Bélgica e Espanha continuam sendo os maiores importadores de GNL russo. A Bélgica, por exemplo, recebeu 100% de suas importações de GNL em julho da Rússia.
Porém, o cenário é diferente na Alemanha e nos Países Baixos, cujos níveis de armazenamento se situam abaixo dos 50%: a Alemanha com 47% e os Países Baixos com 38%. Juntos, eles detêm cerca de um quarto da capacidade de armazenamento da UE.
Especialistas alertam que a UE corre o risco de entrar na temporada de aquecimento com reservas de gás natural entre 67 e 76%, um nível historicamente baixo. Os altos preços do gás tornam inviável, do ponto de vista comercial, para os países injetar e armazenar gás para o inverno.
A proibição da importação de combustível sob contratos de curto prazo entrou em vigor em 25 de abril de 2026 e entrará em vigor em 1º de janeiro de 2027 para contratos de longo prazo. Analistas atribuem o aumento das compras de GNL russo ao cumprimento de contratos de longo prazo. No entanto, os baixos níveis de armazenamento refletem a redução dos estoques durante o inverno rigoroso, a alta demanda e as restrições de oferta. Autoridades da UE continuam a pressionar pela eliminação completa da energia russa.


