Falcão é um dos principais aliados de Cleitinho e havia se filiado ao Republicanos, em fevereiro, para disputar o cargo de vice-governador. Agora, além de representar a alternativa encontrada pela legenda para manter candidatura própria, o ex-prefeito passa a integrar a estratégia do grupo político do senador para tentar reverter a decisão do partido.
Cleitinho intensificou as conversas com dirigentes da sigla em Minas Gerais e avalia que ainda há espaço para retomar sua candidatura ao Palácio Tiradentes.
A aposta do grupo é que Falcão abra mão da cabeça de chapa caso a direção estadual consiga convencer a executiva nacional a autorizar a entrada de Cleitinho na disputa. A avaliação dos aliados é que a legenda perderia força eleitoral sem o senador, que lidera as pesquisas de intenção de voto no estado.
O levantamento Quaest divulgado em 28 de julho mostrou o senador com 35% das intenções de voto no primeiro turno, 23 pontos à frente do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT). Nas simulações de segundo turno, o senador também aparece em vantagem.
O Republicanos transferiu à direção mineira a definição sobre os próximos passos. Caso o diretório estadual decida insistir na candidatura de Cleitinho, caberá à executiva nacional manter ou rever a posição adotada nos últimos dias.
Vai e volta
Cotado desde o fim de 2025, o senador mineiro chegou a confirmar que concorreria; recuou após a morte do irmão, Matheus Azevedo; voltou a defender a candidatura; e, dias depois, apareceu ao lado do presidente nacional da legenda, Marcos Pereira, afirmando que não tinha condições de disputar a eleição.
Na convenção nacional do Republicanos, realizada na última terça (4), Cleitinho voltou a pedir espaço na chapa e foi repreendido publicamente por Pereira. No dia seguinte, Falcão divulgou um vídeo em apoio ao senador e afirmou que continuaria ao lado dele "até o final".
Disputa embolada em Minas
As últimas horas antes do encerramento das convenções partidárias também consolidaram outras candidaturas ao governo mineiro. O governador Mateus Simões (PSD) confirmou aliança com a federação União Progressista (União Brasil-PP) e terá o ex-secretário de Governo Danilo de Castro como candidato a vice. Com isso, Marcelo Aro (PP), que articulava liderar a chapa da federação, deve disputar o Senado de forma avulsa.
Pelo PL, o empresário Flávio Roscoe foi oficializado como candidato ao governo após o partido desistir de aguardar uma definição de Cleitinho. A legenda lançou ainda o deputado federal Domingos Sávio para a disputa ao Senado.
Já o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) confirmou o ex-deputado federal Carlos Mosconi (PSDB) como vice na chapa. O PT, por sua vez, definiu o ex-procurador de Justiça Jarbas Soares Júnior (PSB) para compor a candidatura de Patrus Ananias ao governo estadual.



