O Brasil segue sendo um país violento, especialmente para as pessoas negras e para as mulheres. Pelo quarto ano consecutivo, o país registra números recordes de feminicídios e tentativas de feminicídio. Apenas em 2025, foram 1571 vítimas desse crime, a maioria mulheres negras, assassinadas dentro de casa. A Lei Maria da Penha completa 20 anos, mas a violência contra as mulheres permanece como um dos principais desafios na segurança pública.
Às vésperas do Dia dos Pais, data que remete ao cuidado, algumas reflexões precisam ser feitas: como o Estado protege as mulheres desses pais que batem, e de parceiros que matam? A legislação vigente é suficiente para interromper ciclos de agressões, antes que resultem em morte? Neste episódio do Pauta Pública, Juliana Brandão, advogada e coordenadora de Gênero e Raça do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, debate essas questões. Na conversa com Andrea Dip, ela analisa os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o impacto do racismo nas taxas de violência, e defende a importância de políticas públicas voltadas à prevenção e ao fortalecimento da rede de proteção às vítimas.
