
A estrutura e o funcionamento do Protocolo de Atendimento de Emergências Médicas do Campus USP de Ribeirão Preto foram apresentados durante reunião extraordinária do Conselho Gestor, realizada na quarta-feira, 5 de agosto.
O médico e professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Antonio Pazin Filho, apresentou um balanço das ações desenvolvidas pela Comissão de Emergências Médicas, na qual atuou como presidente, e destacou a evolução da rede de atendimento implantada no campus há mais de uma década.
O protocolo estabelece uma rede integrada de atendimento baseada na distribuição estratégica de desfibriladores externos automáticos, na capacitação contínua de servidores e brigadistas e na integração com a Guarda Universitária e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Segundo Pazin, o crescimento da população que circula diariamente pelo campus tornou indispensável a criação de um fluxo específico para o atendimento de situações críticas. “Não basta ter o equipamento. É preciso construir um processo de atendimento, treinar pessoas e organizar uma rede capaz de responder rapidamente às emergências”, afirmou.
O professor explicou que o protocolo foi estruturado de acordo com recomendações internacionais, prevendo a instalação dos equipamentos em locais de fácil acesso e a realização periódica de treinamentos em ressuscitação cardiopulmonar e primeiros socorros.
A proposta é assegurar que servidores e brigadistas estejam preparados para reconhecer uma emergência, acionar imediatamente a rede de atendimento e iniciar as primeiras medidas de assistência até a chegada das equipes especializadas.
Durante a reunião, Pazin também apresentou uma avaliação do atendimento prestado na recente ocorrência envolvendo um estudante no campus. Segundo ele, todos os procedimentos previstos foram executados conforme o protocolo, desde o acionamento imediato da rede de emergência até a utilização dos equipamentos disponíveis e o atendimento pelo Samu. “O sistema funcionou como foi planejado. Infelizmente, mesmo quando toda a assistência é prestada de forma adequada, nem sempre é possível reverter o quadro clínico”, explicou.
O protocolo representa uma iniciativa permanente de segurança institucional, fundamentada na prevenção, no treinamento das equipes, na disponibilidade de equipamentos e na definição clara dos fluxos de atendimento.
Também presente na reunião, o professor André Lucirton Costa, Superintendente de Saúde (SAU) da USP, ressaltou a importância da integração de ações no atendimento à saúde de modo geral e, especificamente, em fluxos de atendimento estabelecidos, como é o caso do Protocolo de Atendimento de Emergências Médicas do Campus USP de Ribeirão Preto. Aproveitou ainda para apresentar o planejamento da SAU para o atendimento da saúde nos campi da USP, que deverá ser focado justamente nos fluxos de atendimento.
Ao encerrar a reunião, o presidente do Conselho Gestor, professor Jorge Elias Júnior, destacou a importância de continuar fortalecendo a estrutura de resposta às emergências, principalmente considerando o aumento do número de edificações e de pessoas que frequentam o campus USP RP. “Nosso compromisso é continuar fortalecendo ações preventivas, investindo na infraestrutura e trabalhando de forma integrada para oferecer um campus cada vez mais seguro”, afirmou.




