
As diretrizes da gestão ambiental da USP para os próximos anos e os investimentos previstos para o campus USP de Ribeirão Preto foram apresentados durante reunião extraordinária do Conselho Gestor, realizada na quarta-feira, 5 de agosto. A apresentação foi da superintendente de Gestão Ambiental da USP, professora Patricia Iglecias, e contou com a participação dos membros e do presidente do Conselho Gestor, professor Jorge Elias Junior, e da Comissão Técnica de Gestão Ambiental do Campus.
Durante a exposição, Patricia detalhou os principais desafios da política ambiental da Universidade e destacou que a sustentabilidade na USP é orientada por uma política institucional consolidada desde 2018, voltada à proteção ambiental, à gestão integrada, à educação ambiental e ao fortalecimento da governança.
Segundo a superintendente, os rankings internacionais de sustentabilidade constituem instrumentos de gestão que permitem avaliar os avanços da Universidade e identificar áreas que ainda demandam aprimoramento. “O ranking tem um peso, mas ele não é um fim em si mesmo. Ele mostra onde estamos avançando e, principalmente, onde precisamos melhorar. É um mecanismo educativo que orienta nossas ações e nossas prioridades”, afirmou.

Patricia lembrou que a USP evoluiu de posições intermediárias até alcançar o quinto lugar mundial no GreenMetric, em um cenário de crescimento expressivo do número de universidades participantes. Para ela, o resultado decorre da continuidade das políticas institucionais e do envolvimento dos diferentes campi.
Entre as prioridades do novo período administrativo da gestão estão o fortalecimento do diálogo com os campi por meio do programa Reitoria no Campus, os investimentos em construções ecoeficientes, a ampliação das estratégias de economia circular, a expansão da geração de energia limpa e o incentivo à mobilidade sustentável. Também estão previstas a elaboração do inventário de emissões de gases de efeito estufa e a ampliação do sistema corporativo de indicadores ambientais da Universidade.
Ao abordar especificamente o campus de Ribeirão Preto, a superintendente destacou os investimentos destinados às reservas ecológicas e a adoção de novas medidas preventivas para reduzir os riscos relacionados à queda de árvores. “Não vamos eliminar totalmente os riscos, mas podemos minimizá-los com planejamento, monitoramento e investimento em prevenção”, ressaltou.
Entre as ações anunciadas está a aquisição de equipamentos de alta precisão para avaliar a estrutura interna das árvores, acompanhada da capacitação das equipes responsáveis pelo monitoramento. A previsão é que o campus de Ribeirão Preto seja inicialmente priorizado, considerando os eventos climáticos recentes.
A superintendente também destacou que a efetividade da política ambiental depende da atuação integrada entre a administração central da Universidade e os colegiados locais. “Nós aportamos recursos, mas a governança depende da participação dos campi, das comissões e das unidades. É esse diálogo que permite identificar prioridades e construir soluções”, explicou.
Outro tema abordado foi o edital destinado às reservas ecológicas da USP. De acordo com a superintendente, a iniciativa busca estabelecer critérios mais transparentes para a distribuição de recursos entre os campi, sem comprometer os investimentos historicamente destinados a Ribeirão Preto.
Ao final da apresentação, a coordenadora da Comissão Técnica de Gestão Ambiental do Campus, professora Roberta Paulino, entregou à superintendente um relatório com as diretrizes ambientais elaboradas para o Campus USP de Ribeirão Preto. O documento reúne propostas construídas pela comissão em conjunto com a Prefeitura do Campus e o Conselho Gestor e busca orientar ações voltadas à sustentabilidade, reunindo recomendações em áreas como gestão de resíduos, inventário de emissões de gases de efeito estufa, gestão da fauna e conservação das áreas verdes. Durante a entrega, Roberta destacou que as diretrizes dialogam diretamente com as prioridades apresentadas pela Superintendência de Gestão Ambiental e servirão de referência para as próximas ações ambientais no campus.
Para encerrar, o presidente do Conselho Gestor, professor Jorge Elias Júnior, ressaltou que as ações ambientais integram uma estratégia permanente de planejamento institucional, prevenção de riscos e aprimoramento da infraestrutura do campus.





