O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta sexta-feira (7), por 51 votos a 47, a indicação de Daniel Perez para o cargo de embaixador estadunidense em Brasília. De agora em diante, a aprovação definitiva do nome de Perez depende do governo brasileiro conceder o agrément, um aval que cabe ao país anfitrião.
A indicação na sessão do Senado aconteceu dentro de um pacote de 74 indicações do governo Donald Trump para o Departamento de Estado, bem como para 17 embaixadas, a exemplo das de Brasil, Noruega e Austrália.
Na prática da diplomacia, o Brasil poderá autorizar ou recusar o nome, independentemente de justificativa. Neste momento, porém, Brasília e Washington têm vivido dias de tensões diplomáticas.
Na última terça-feira (4), por exemplo, o Departamento de Estado dos EUA revogou o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti, a primeira mulher a chefiar a representação brasileira no país.
A divergência acontece desde a indicação do nome de Perez, feita por Trump em junho, após o cargo ficar vago por quase um ano e meio. Normalmente, caberia a Washington fazer uma consulta diplomática reservada antes da apresentação formal de um candidato. Trump ignorou este procedimento costumaz.
Segundo os Estados Unidos, porém, o governo brasileiro estaria demorando deliberadamente para dar uma resposta sobre o nome de Perez.
O imbróglio entre os dois países escalou após o Itamaraty negar vistos a dois membros do Departamento de Estado estadunidense, que foram apontados pelo jornal The Washington Post como integrantes de uma estratégia para questionar o sistema eleitoral brasileiro. Os Estados Unidos negam que este seria o propósito da visita dos funcionários, que tinham pedido um encontro com representantes da Justiça Eleitoral.
