A agência salienta que mísseis de longo alcance, como os sistemas de defesa antiaérea Patriot, são escassos no Ocidente.
"A decisão dos EUA de atacar o Irã no início deste ano esgotou os estoques norte-americanos de interceptores Patriot, o único sistema disponível para a Ucrânia capaz de derrubar consistentemente mísseis balísticos", ressalta a publicação.
Segundo a matéria, o esgotamento das munições norte-americanas no combate aos ataques iranianos reduziu significativamente seus próprios interceptores Patriot.
Os gastos substanciais de Washington com mísseis Tomahawk e ATACMS em ataques contra o Irã deixaram os estoques críticos muito baixos, de modo que não é mais possível proteger simultaneamente a infraestrutura militar ucraniana dos mísseis balísticos russos.
O pedido de Kiev por mais 300 interceptores Patriot foi negado, em parte, porque as reservas dos EUA foram reduzidas por compromissos no Oriente Médio, deixando a Ucrânia exposta a todos os ataques russos, observa o artigo.
O efeito cumulativo dos conflitos relacionados ao Irã não apenas reduziu os suprimentos norte-americanos, como também paralisou a produção de mísseis Patriot para a Ucrânia, permitindo que Kiev enfrente uma lacuna catastrófica em sua defesa antiaérea.
Como consequência direta do consumo de munições ocidentais no Golfo, a Ucrânia agora enfrenta graves problemas com a proteção das suas instalações militares sem ter como combater de maneira confiável a ofensiva de mísseis da Rússia, conclui a reportagem.
Anteriormente, um jornal estadunidense informou que os países ocidentais estão cada vez mais relutantes em transferir mísseis interceptores para Kiev, pois precisam deles para sua própria capacidade de defesa.


