A proposta foi apresentada pela democrata Jeanne Shaheen, de New Hampshire, e pelo republicano James Lankford, de Oklahoma. O texto, chamado Lei de Sanções, Estabilização e Apoio ao Líbano, também prevê medidas contra pessoas e entidades estrangeiras que financiem o movimento Hezbollah ou dificultem seu desarmamento.
O projeto autoriza a destinação anual de US$ 200 milhões (R$ 1 bilhão) ao Líbano para apoiar as Forças Armadas e as forças de segurança interna do país. Caso Beirute apresente avanços suficientes no processo de combate ao grupo armado, o valor poderá chegar a US$ 300 milhões (R$ 1,5 bilhão) por ano.
A proposta também prevê a criação de um fundo destinado à reconstrução da infraestrutura e dos serviços públicos libaneses. O governo dos EUA deverá ainda apresentar regularmente ao Congresso relatórios sobre o processo de desarmamento do Hezbollah, a reforma do setor bancário e os avanços nas negociações de paz entre Líbano e Israel.
Um acordo entre Beirute e Tel Aviv foi firmado em 26 de junho, em Washington. O entendimento prevê a retomada do controle do sul do Líbano pelas Forças Armadas libanesas e a implementação dos compromissos inicialmente em áreas-piloto, das quais as tropas israelenses deverão se retirar caso o Hezbollah seja desarmado.


