Entre as exigências estão:
fim das ameaças e ataques contra o Irã e seus aliados regionais;
a suspensão do bloqueio naval;
a retirada das forças navais e aéreas norte-americanas da região;
o pagamento de compensações pelos danos causados em duas guerras;
o fim das sanções;
e a liberação de ativos iranianos congelados ou apreendidos.
"O Conselho Supremo de Segurança Nacional nunca recuará, seja na guerra ou nas negociações", afirmou Zolqadr.
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou neste sábado que os Estados Unidos fizeram "algum" progresso nas negociações com o Irã nos últimos dias.
"Eles querem que isso chegue ao fim. A questão é se eles são capazes — se o sistema deles é capaz — de oferecer o que é necessário para que fiquemos satisfeitos, para que sintamos que obtivemos o que precisávamos desse processo específico. Isso ainda precisa ser definido, mas acredito, sim, que fizemos algum progresso nos últimos dias."
Embarcação é atingida em Ormuz
A UK Maritime Trade Operations (UKMTO) informou hoje que aconteceu um incêndio a bordo de uma embarcação em Ormuz após ela ter sido atingida por um projétil de origem desconhecida.
"A UKMTO recebeu um relato de um incidente a 18 milhas náuticas a leste de Khasab, Omã. Uma fonte confirmada informou que uma embarcação foi atingida por um projétil desconhecido, causando um incêndio que já foi extinto."
A tripulação não sofreu ferimentos e encontra-se em segurança. As circunstâncias do incidente estão sendo investigadas.
O Ministério das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos, por sua vez, acusou o Irã de lançar um ataque com míssil contra uma embarcação da Companhia Nacional de Petróleo de Abu Dhabi (ADNOC, na sigla em inglês) enquanto esta passava pelo estreito.
Mais cedo, a ADNOC informou que um de seus navios-tanque havia sido alvo de disparos de mísseis no estreito de Ormuz. Ninguém ficou ferido e a situação foi rapidamente controlada, acrescentou a empresa.
"Os Emirados Árabes Unidos condenaram e denunciaram veementemente o ataque hostil iraniano envolvendo um míssil que teve como alvo uma embarcação ligada à ADNOC enquanto esta transitava pelo Estreito de Ormuz."
O ministério acusou o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) de utilizar Ormuz como ferramenta de coerção econômica e chantagem, acrescentando que tais ações ameaçavam a estabilidade regional e a segurança energética global.
Segundo a agência Reuters, o governo do Irã não fez comentários sobre as acusações.
Os Emirados Árabes Unidos exigem que o Irã cesse imediatamente os ataques a navios e outras ações hostis, e reabra total e incondicionalmente a via navegável para salvaguardar a segurança regional e manter a estabilidade da economia e do comércio globais, declarou o ministério.


