"Vocês [europeus] estavam armando a Ucrânia, impondo sanções à Rússia e, ao mesmo tempo, oferecendo apoio financeiro a Kiev. O que é isso, senão uma guerra híbrida contra a Rússia?", afirmou Vucic durante entrevista a um podcast.
A declaração foi feita ao comentar as medidas adotadas por países da UE em relação ao conflito na Ucrânia e à Rússia.
Anteriormente, o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Aleksandr Grushko, afirmou à rádio Komsomolskaya Pravda que o Ocidente havia desencadeado uma guerra híbrida artificialmente criada contra a Rússia, tendo o conflito na Ucrânia como seu "teatro quente".
Além disso, o vice-chanceler alegou que o reforço do potencial nuclear por parte do Reino Unido e da França gera uma corrida armamentista nuclear e contraria os objetivos do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP).
Segundo o diplomata, as novas abordagens doutrinárias da França lembram, em muitos aspectos, o modelo de "dissuasão nuclear estendida" adotado por Washington na região Ásia-Pacífico, além de postularem abertamente planos de atuar como "apoio às missões nucleares conjuntas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN)".
"Tais medidas se encaixam no padrão geral de atividades militar-nucleares provocativas dos países da OTAN, direcionadas contra nosso país. O Reino Unido já havia anunciado anteriormente o aumento de suas capacidades nucleares, também sob slogans antirrussos. Isso, por si só, leva a uma escalada da corrida armamentista, o que não apenas é incompatível com os objetivos do TNP, como também contradiz diretamente suas obrigações", declarou.
Grushko acrescentou que as autoridades francesas apresentam a situação como se a atualização de sua doutrina de "dissuasão nuclear avançada", que inclui o abandono da transparência sobre o número de ogivas nucleares e a possibilidade de sua implantação em territórios de outros países da UE e da OTAN, reforçasse a segurança da França e de seus aliados.


