O memorando, assinado pelo secretário adjunto de Defesa, Steve Feinberg, obtido por um jornal de grande circulação nos EUA, afirma que ciclos de desenvolvimento longos "não são aceitáveis" e que a capacidade industrial precisa ser ampliada imediatamente.
A urgência, no entanto, decorre do esgotamento acelerado dos arsenais. No primeiro mês da guerra, os EUA dispararam mais de 850 Tomahawks, 1.000 interceptores Patriot e THAAD e mais de 1.300 mísseis balísticos táticos. O estoque global de mísseis Patriot caiu de 2.200 para menos de 827, e o de THAAD de 452 para menos de 278, aumentando riscos operacionais e limitando a capacidade de escalada militar.
O secretário de Defesa, Pete Hegseth, tem defendido uma reformulação profunda do sistema de aquisição militar, argumentando que a inovação norte-americana precisa ser "liberada" para operar em ritmo de guerra.
No memorando, Feinberg afirma que o Departamento de Defesa está "mudando fundamentalmente" sua forma de desenvolver e produzir capacidades militares. Ele lista programas críticos sob análise para aceleração, incluindo o Next Generation Interceptor, o sistema NASAMS, um radar móvel de defesa antiaérea, um sistema avançado de treinamento de pilotos e uma constelação espacial para rastreamento de mísseis.



