Operação do MPCE e órgãos parceiros cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão em Sobral para apurar suposta atuação de facção criminosa nas eleições

Por Emerson Rodrigues11/08/2026 às 12:151 visualizações
Ministerio Publico do Ceara

O Ministério Público do Ceará, juntamente com as outras instituições que compõem a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), deflagraram, na manhã desta terça-feira (11/08), a Operação “Omertá”, que investiga a suposta interferência de uma organização criminosa nas eleições de 2024 e 2026 em Sobral. Durante a ação, foram cumpridos 14 mandados de prisão. Entre os alvos estão vereadores da cidade, um assessor jurídico da Câmara, além de integrantes da facção criminosa. Uma policial militar e os demais agentes públicos foram afastados das funções por 180 dias. A operação também cumpriu 25 mandados de busca e apreensão contra os suspeitos.  

Os mandados, autorizados pela Justiça Eleitoral, foram pedidos de forma conjunta pelo MP do Ceará, por meio do Grupo Auxiliar Eleitoral (Gael) e da 3ª Promotoria Eleitoral de Fortaleza, e pela FICCO. O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco Norte) do MP e a Delegacia de Combate às Ações Criminosas Organizadas (Draco Norte) da Polícia Civil também deram apoio à operação, que apreendeu aparelhos celulares, dinheiro em espécie e documentos.  

A pedido do Ministério Público Eleitoral, a Câmara Municipal de Sobral ainda terá que fornecer a lista completa de todos os ocupantes de cargos comissionados, de confiança e temporários contratados pelo Poder Legislativo, indicando as atribuições, carga horária e se houve análise de antecedentes criminais antes ou após as respectivas nomeações. 

Investigação 

Conforme as investigações, a organização criminosa cobrava uma espécie de “pedágio” de cerca de R$ 60 mil aos candidatos para acessar alguns bairros de Sobral durante a campanha eleitoral. Além disso, o grupo tentava manipular a escolha política dos eleitores por meio de coação e ameaça. 

Se condenados, os investigados podem responder pelos crimes de integrar organização criminosa, realizar domínio social estruturado, extorsão, lavagem de dinheiro, corrupção e impedimento de exercício de propaganda eleitoral. 

Omertá 

O termo ‘Omertá’, que dá nome à operação, refere-se ao rígido código de honra e silêncio da máfia italiana que proíbe qualquer cooperação ou contato com as autoridades policiais e judiciais. Quebrar esse juramento significa trair o grupo e, na cultura do crime organizado, o preço pago por falar é a morte. 

O post Operação do MPCE e órgãos parceiros cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão em Sobral para apurar suposta atuação de facção criminosa nas eleições apareceu primeiro em MPCE.

Fonte
Ministerio Publico do Ceara
Abrir original ↗
Esta notícia foi útil?

Debates 0

Seja o primeiro a contribuir com o debate.

Difunda suas informações e promova seu argumento

Não se acanhe de publicar alguma informação ou dado que possa ser positivo ou útil.

Para participar do debate, entre com sua conta ou crie uma gratuita.