Chico Rodrigues alerta para impactos do El Niño em Roraima

Por Da Agência Senado11/08/2026 às 20:020 visualizações
Mesa: 
senador Plínio Valério (PSDB-AM) conduz sessão;
secretário-geral adjunto da Mesa do Senado Federal, José Roberto Leite de Matos.
Mesa: senador Plínio Valério (PSDB-AM) conduz sessão; secretário-geral adjunto da Mesa do Senado Federal, José Roberto Leite de Matos.
Senado Federal
O senador Chico Rodrigues (PSB-RR), em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (11), voltou a alertar sobre os impactos esperados do fenômeno El Niño em Roraima. O parlamentar defendeu a adoção de medidas preventivas para reduzir os efeitos da estiagem sobre a população e a economia do estado. Na avaliação dele, produtores rurais e os governos federal, estadual e municipais devem atuar de forma conjunta para minimizar os prejuízos. Segundo o senador, projeções da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (Noaa) indicam 97% de probabilidade de o El Niño permanecer ativo até o início de 2027 e 81% de chance de o fenômeno atingir forte intensidade entre outubro e dezembro. O parlamentar acrescentou que o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alerta para a redução das chuvas e o aumento das temperaturas em Roraima, cenário que pode comprometer a agricultura, a pecuária e o abastecimento de água, além de aumentar o risco de incêndios florestais. — As previsões para agosto já indicam chuvas abaixo da média em todo o estado e temperaturas de até 1,5 ºC acima do normal. Municípios, governo do estado e governo federal precisam avaliar antecipadamente poços, reservatórios, equipamentos de combate ao fogo e estruturas emergenciais de abastecimento. Defesa Civil, órgãos ambientais, assistência técnica, Embrapa e instituições de crédito precisam atuar de forma coordenada, enquanto ainda há tempo para prevenção — afirmou. Chico Rodrigues destacou que estimativas do setor produtivo apontam redução de cerca de 50% na produtividade da soja em Roraima, com perdas que podem alcançar R$ 500 milhões na cultura e ultrapassar R$ 2 bilhões quando considerados os demais segmentos do agronegócio. — Os prejuízos que já se desenham na agricultura demonstram que não estamos tratando apenas de projeções climáticas, mas de consequências econômicas e sociais que começam a chegar ao campo. Temos a obrigação de utilizar aquilo que a ciência já consegue nos dizer para proteger vidas, preservar a produção e reduzir, na medida do possível, os prejuízos econômicos, sociais e ambientais — declarou.
Fonte
Senado Federal
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