‘Não permitiremos que Israel fique em nossa terra’, afirma presidente do Líbano

Por Tabitha Ramalho11/08/2026 às 20:370 visualizações
Na vila de Zawtar al-Gharbiyah, no sul do Líbano, a fotografia mostra tropas israelenses. 11/06/2026
Na vila de Zawtar al-Gharbiyah, no sul do Líbano, a fotografia mostra tropas israelenses. 11/06/2026
Brasil de Fato

O presidente do Líbano, Joseph Aoun, afirmou nesta terça-feira (11) que as negociações com Israel estão “progredindo”, mas declarou que “não permitiremos que Israel permaneça, nem mesmo em um único centímetro de nossa terra, nem que um único soldado de seu exército fique em nosso solo”.

“Não há discordância entre os libaneses quanto aos objetivos, desde a retirada israelense e o retorno dos prisioneiros até a reconstrução do que foi destruído”, disse Aoun, segundo um comunicado da Presidência libanesa após uma reunião com uma delegação da Instituição Maronita para a Propagação.

O líder acrescentou que as conversas continuam sendo preferíveis aos “resultados da guerra destrutiva travada contra nós” e observou que os ataques de Israel “foram reduzidos” desde a assinatura do acordo preliminar para as negociações.

Aoun também disse que slogans alegando que “o que é tomado à força só pode ser restaurado à força” têm sido ouvidos repetidamente, mas que “a realidade no terreno provou que essa afirmação está errada”.

Seus comentários surgem após a sétima rodada de negociações entre as delegações de Beirute e Tel Aviv em Roma na semana passada, enquanto os ataques israelenses ao Líbano continuam.

Nesse sentido, os libaneses do sul que foram deslocados pelos soldados israelenses continuam impedidos de retornar para suas casas devido à presença militar e aos ataques contínuos de Israel.

“Chegou a hora de o povo do Sul descansar e viver em segurança em suas terras, em vez de continuar travando guerras em seu nome por objetivos que não são libaneses”, disse o presidente.

Aoun enfatizou que sua prioridade era reconstruir o Estado, independentemente do custo, apesar da oposição daqueles que buscam minar seus fundamentos e impedir sua reconstrução.

A Agência Nacional de Notícias do Líbano informou que, desde a manhã desta terça-feira, o Exército israelense incendiou diversos campos e pomares nas áreas de Sarda e Wazzani. Os incêndios se alastraram para a região de Wata Khiyam, com colunas de fumaça sobrevoando a área.

Além disso, veículos militares também avançaram na cidade de Hadatha em direção aos arredores orientais de Aita al-Jabal, no distrito de Bint Jbeil, enquanto as forças israelenses disparavam tiros de metralhadora contra a parte leste da cidade.

Em outro comunicado, o Centro de Operações de Emergência do Ministério da Saúde Pública informou que um ataque de drone israelense na cidade de Nabatieh deixou ao menos duas pessoas feridas.

Segundo o ministério, a área foi alvo de dois ataques. O segundo atingiu uma equipe de resgate da Associação Al-Rissala, que já havia chegado para prestar auxílio aos dois feridos, e danificou uma ambulância.

Desde o início da agressão israelense contra o Líbano em 2 de março, cerca de 4.335 civis foram mortos e pelo menos 12.227 foram feridos.

Fonte
Brasil de Fato
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