A inteligência artificial generativa já vem sendo usada para realizar atividades que exigem raciocínio, criatividade e conhecimento especializado, tanto no trabalho quanto na escola e nas tarefas do cotidiano. O problema surge quando as pessoas passam a delegar completamente essas funções à tecnologia, limitando-se apenas a conferir o resultado. Segundo o especialista, isso pode reduzir o exercício das capacidades cognitivas e tornar as pessoas cada vez mais dependentes da IA.
A orientação é utilizar a tecnologia como ferramenta de apoio e ampliação do raciocínio, e não como substituta do pensamento humano. A IA pode ajudar na geração de ideias, na análise de problemas e na verificação de argumentos, mas é fundamental questionar, checar informações e explorar diferentes possibilidades. Quem conseguir combinar suas próprias capacidades cognitivas com os recursos da IA poderá aumentar a produtividade e se adaptar melhor às transformações no mercado de trabalho e na educação. Já o uso da tecnologia para substituir completamente o raciocínio pode aumentar a dependência e tornar o indivíduo mais facilmente substituível.
Reflexão Econômica
Com o Prof. Luciano Nakabashi
A coluna Reflexão Econômica, com o professor Luciano Nakabashi, vai ao ar quinzenalmente, quarta-feira às 9h, na Rádio USP (São Paulo 93,7; Ribeirão Preto 107,9), com produção da Rádio USP, Jornal da USP e TV USP.






