Lula critica bets e defende 'endividamento saudável' em evento do Trabalho

13/08/2026 às 20:550 visualizações
Foto: AVISO: midia estatal russa / Sputnik Brasil
O Ministério do Trabalho e Emprego apresentou nesta quinta-feira (13) os dados da nova Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), referentes a junho de 2026. A cerimônia contou com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva; do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho; e do ministro da Fazenda, Dario Durigan, entre outras autoridades.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que nem sempre está presente nos anúncios bimestrais, abordou o problema do endividamento das famílias brasileiras. Lula disse que o endividamento em si não é um problema, e sim aquele que não estimule uma geração de renda suficiente para pagar a dívida. Segundo o presidente, uma "dívida saudável" é aquela que estimula o consumo de bens populares.

"Comprar uma televisão nova, um vestido, roupa para os filhos, um sapato novo, um material escolar novo, um telefone novo. Tudo o que tiver de popular, temos que estimular as pessoas a comprarem, mas comprarem dentro do limite daquilo que elas podem pagar." Ele criticou também a "desgraça do jogo", as apostas, que geram endividamento.

Ao avaliar os dados do RAIS, o presidente Lula celebrou os avanços no ensino superior e na quantidade de pessoas com diploma universitário no mercado de trabalho, destacando o impacto na valorização profissional: "Pode pedir até um pouco mais de aumento salarial, porque o pessoal está mais qualificado".
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, citou o debate sobre a "pejotização" no Supremo Tribunal Federal (STF), perguntando se os dados positivos serão mantidos com a decisão final da Corte. Marinho também discordou da narrativa de que empreendedores e a juventude rejeitem o modelo de trabalho com carteira assinada, a CLT. Apesar disso, opinou, a "onda" de críticas à modalidade teria inibido os números do RAIS, que poderiam ter sido ainda melhores.
Na mesma oportunidade, Luiz Marinho cobrou do Senado a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6 x 1.
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A RAIS, apresentada na sede do ministério, reúne indicadores de empregos formais com carteira assinada e também de empregos no funcionalismo público, marcando nesta ocasião o lançamento da RAIS mensal, que trouxe dados como o rendimento médio dos empregados — em junho, foi de R$ 4.389,49.
Os números apresentados também revelam um avanço no mercado de trabalho com carteira assinada. Entre janeiro de 2023 e junho de 2026, foram gerados 10.100.345 empregos por grandes grupos de atividade, com destaque para o setor de serviços. Os dados mostram uma expansão de 19,1% no período, alcançando em junho um estoque de 62.891.209 vínculos formais. No acumulado de 2026, foram registrados mais 2,46 milhões de empregos formais, representando um crescimento de 4,1%.
A região Sudeste liderou a criação de postos, com 3.774.037, enquanto a região Norte foi a que mais ficou atrás, com 1.081.734, embora estados do Norte e também do Nordeste liderem com o maior crescimento de empregos.
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