
A Coordenadoria de Administração Geral (Codage) da USP, por meio do Departamento de Recursos Humanos (DRH) e da Escola USP de Gestão, dará início ao segundo ciclo de avaliação de desempenho dos quase 13 mil servidores técnicos e administrativos da Universidade. No dia 13 de agosto, a Codage promoveu uma reunião on-line com cerca de 90 dirigentes das unidades de ensino e pesquisa, institutos, museus e órgãos da Reitoria para apresentar o processo, que terá início ainda neste mês, com a indicação e a formação dos multiplicadores e a capacitação das chefias.
A coordenadora da Codage e professora da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária (FEA), Adriana Marotti de Mello, explicou que este novo ciclo dá continuidade ao processo implementado em 2024, que prevê avaliações a cada dois anos. “Nossa proposta é que a avaliação de desempenho faça parte da cultura organizacional da USP”, afirmou Marotti.
Em 2024, a Universidade implantou um novo modelo de plano de carreira para os servidores, estruturado em duas fases: um ciclo de gestão de desempenho e o processo de progressão. A coordenadora-adjunta da Codage e professora da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP), Adriana Ferreira Caldana, explicou que, conforme previsto no plano, a progressão salarial deverá ocorrer em 2028.
O novo processo seguirá as mesmas etapas do modelo anterior: autoavaliação, que permitirá aos servidores refletir sobre os elementos do ciclo de gestão do desempenho – competências essenciais, competências específicas, competências de gestão e níveis de complexidade; avaliação de pares, indicados tanto pelo servidor quanto pela chefia imediata; e avaliação das chefias, considerando o mesmo conjunto de critérios. O resultado será a elaboração de um Plano de Desempenho Individual (PDI). Em 2024, 11.983 servidores participaram do processo.
O diretor do DRH e professor da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), Fernando de Souza Coelho, explicou que este novo ciclo contará com alguns aprimoramentos, como formulários mais sintéticos, possibilidade de elaboração de relatórios gerenciais para apoiar a definição das prioridades de desempenho e PDIs com classificação das ações de acordo com a competência envolvida, o tipo de aprendizagem e a finalidade.
Segundo Coelho, neste segundo ciclo, as chefias terão papel essencial nos chamados “diálogos de desenvolvimento” com os servidores, para “reconhecer avanços, alinhar expectativas e definir ações de desenvolvimento”. O diretor do DRH explicou, ainda, que os PDIs elaborados em 2024 serão reavaliados neste novo processo. Caldana, que também coordena a Escola USP de Gestão, destacou que a escola oferecerá cursos de capacitação para os servidores nas principais áreas apontadas nesses planos.
A previsão é que o ciclo de avaliação de desempenho seja concluído em novembro deste ano.

