A Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP) da USP está recrutando voluntários para uma pesquisa sobre disfunção temporomandibular (DTM) dolorosa crônica. Podem participar pessoas de ambos os sexos, com idade entre 18 e 50 anos, que apresentem dor na face há mais de três meses e não estejam realizando tratamento odontológico.
Para participar, é necessário ter disponibilidade para comparecer às atividades durante cinco tardes consecutivas, de segunda a sexta-feira. A inscrição deve ser feita por meio de formulário neste link. Após o preenchimento, a equipe responsável entrará em contato para fornecer orientações e agendar a avaliação inicial.
Inicialmente, os interessados passarão por uma avaliação agendada na FORP. Aqueles que atenderem aos critérios e forem incluídos no estudo deverão comparecer, durante cinco dias úteis consecutivos, sempre no período da tarde, ao Setor de Neuromodulação do Serviço de Psiquiatria Intervencionista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP) da USP. Os participantes receberão cinco sessões de estimulação magnética transcraniana repetitiva, conhecida pela sigla em inglês rTMS. Cada sessão terá duração aproximada de 15 minutos.
A técnica utiliza pulsos magnéticos para estimular áreas específicas do cérebro sem a necessidade de procedimento cirúrgico. No estudo, a estimulação será aplicada sobre o córtex motor primário, no lado oposto à região da dor orofacial. Essa área está associada aos mecanismos do sistema nervoso envolvidos no controle e na modulação da dor.
A DTM compreende alterações que podem atingir a articulação que liga a mandíbula ao crânio, os músculos envolvidos na mastigação e outras estruturas da região. Entre os sintomas associados estão dor na face, dificuldade ou desconforto para movimentar a mandíbula e dor durante a mastigação.
A pesquisa é desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Biologia Básica e Oral da FORP pela mestranda Isabella Cícero de Souza, com a participação da doutoranda Júlia Carrer Hallak e da mestranda Lívia Espanhol, com orientação do professor Luciano Maia Alves Ferreira.




