O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) promoveu nesta sexta-feira, 14 de agosto, na Câmara de Vereadores de Alegrete, mais uma edição do Projeto Mãos Dadas, reunindo cerca de 160 participantes, entre público presencial e virtual. A capacitação teve como objetivo fortalecer a rede de proteção à infância e adolescência, qualificar os fluxos de atendimento em casos de violência e ampliar a integração entre as instituições responsáveis pela garantia de direitos.
A atividade foi realizada a pedido da Promotoria Criminal do município da Fronteira Oeste e contou com a presença da coordenadora do Centro de Apoio Operacional da Educação, Infância e Juventude (CAOEIJ), Cristiane Corrales. Também participaram do evento as promotoras de Justiça Rochelle Danusa Jelinek e Camila Félix Argenta e a analista do Serviço Social do CAOEIJ, Mariele Aparecida Diotti.
O projeto, lançado em dezembro de 2024, integra uma série de capacitações promovidas periodicamente pelo MPRS em diferentes cidades gaúchas. Em Alegrete, estiveram presentes representantes das áreas da educação, saúde e assistência social, integrantes do Poder Legislativo, servidores municipais, profissionais do Hospital Santa Casa do município, representantes de escolas particulares e membros da sociedade civil.
CASO MÁRCIO
O encontro em Alegrete ganhou relevância especial por ocorrer no município onde ocorreu o caso do menino Márcio dos Anjos Jaques, 1 ano e 11 meses, que morreu em agosto de 2020 após sofrer graves agressões. O MPRS atuou na denúncia e na acusação que resultaram na condenação do pai da criança, em 2024, a 44 anos, 10 meses e 20 dias de prisão, e dos tios, neste ano, a penas de 32 e 29 anos de reclusão por homicídio qualificado por omissão.
MPRS
“O fortalecimento da rede de proteção é um trabalho permanente. Capacitações como esta aproximam os profissionais, alinham procedimentos e ajudam a garantir respostas mais rápidas e eficazes às situações de violência”, afirmou Cristiane Corrales.
Para Rochelle Danusa Jelinek, “quando os profissionais estão preparados para identificar sinais de violência e agir rapidamente, aumentam as chances de proteger a criança antes que o problema se agrave”.
“Proteger crianças e adolescentes é uma responsabilidade compartilhada entre Estado, família e sociedade. Uma rede qualificada é essencial para prevenir violações e garantir acolhimento adequado às vítimas”, ressaltou, por fim, Camila Félix Argenta.

Se você souber ou suspeitar de algum caso de violência que envolva criança ou adolescente, não se cale! A vida deles pode depender da sua denúncia.
Denunciar é rápido, sigiloso e salva vidas. Em caso de urgência ligue para o 190 (Brigada Militar). Em outros casos, procure o Conselho Tutelar, a Promotoria de Justiça ou Delegacia de Polícia mais próxima, ou ainda disque 100.
Você também faz parte da rede de proteção.




