A declaração contrasta com relatos sobre as condições enfrentadas pela tripulação durante o longo período de permanência no mar. Segundo o jornal britânico The Guardian, familiares de militares e parlamentares relataram múltiplas tentativas de marinheiros de se jogar ao mar durante a missão.
Cerca de 5 mil militares permanecem vinculados à embarcação, que passou aproximadamente nove meses em operações no mar Arábico. O porta-aviões teria permanecido cerca de 250 dias consecutivos sem atracar, um período considerado recorde para uma embarcação desse tipo em tempos modernos.
Os relatos apontam para uma deterioração das condições de vida a bordo, com problemas de abastecimento, queda no moral da tripulação, alimentos estragados e chuveiros com mofo. Parlamentares chegaram a pressionar por uma inspeção das condições enfrentadas pelos militares.
A extensão da missão também teria provocado impactos sobre a saúde mental dos tripulantes. Segundo os relatos reunidos pelo The Guardian, uma militar teria enviado mensagem à esposa afirmando que "gostaria de não acordar amanhã", enquanto outra familiar relatou que seu marido tentou se jogar ao mar por medo de ser dispensado com desonra.
Cao afirmou que casos relacionados à saúde mental foram atendidos durante a missão. Segundo o secretário, a Marinha também ajustou os planos de alimentação quando não era possível receber suprimentos frescos e restringiu as ligações dos militares para casa em períodos nos quais a ameaça operacional era considerada elevada.
Apesar dos problemas relatados, Cao apresentou o retorno do USS Abraham Lincoln como resultado positivo da operação. "Missão cumprida. Bem-estar das tropas. É assim que lideramos", afirmou em uma publicação nas redes sociais.
A embarcação chegou ao Oriente Médio em janeiro, dias após a operação dos Estados Unidos que resultou no sequestro do presidente venezuelano Nicolas Maduro.


