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Grupo de Pesquisa em Bioenergia (GBio) do Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da USP participou da elaboração do Atlas Bioenergia Bahia, uma ferramenta voltada à identificação e caracterização do potencial de aproveitamento energético de resíduos de biomassa gerados no Estado da Bahia, contribuindo para o planejamento energético sustentável e para o fortalecimento da bioeconomia regional. Os resultados do estudo foram apresentados durante o International Brazil Energy Meeting (iBEM), realizado em Salvador, ocasião em que ocorreu o lançamento oficial do Atlas. A publicação completa e os mapas interativos estão disponíveis na página do GBio/IEE-USP.
O Atlas reúne dados, metodologias e análises sobre o potencial energético de resíduos de biomassa de origem agrícola, pecuária, agroindustrial, urbana e florestal, além de apresentar estimativas para produção de biogás, biometano, hidrogênio e eletricidade. A publicação também disponibiliza mapas e ferramentas interativas para apoiar o planejamento energético e a tomada de decisão por gestores públicos, investidores e pesquisadores.
O estudo foi coordenado pelas professoras Patrícia Helena Lara dos Santos Matai e Suani Teixeira Coelho, reunindo pesquisadores do GBio/IEE-USP e da Universidade Federal da Bahia (UFBA). O trabalho foi desenvolvido em parceria com o Senai Climatec (Campus Integrado de Manufatura e Tecnologia), com apoio institucional do Governo do Estado da Bahia, da BahiaGás e da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB).
Processo de pesquisa
O Atlas Bioenergia Bahia foi desenvolvido a partir de dados oficiais, informações obtidas em visitas técnicas e referências bibliográficas especializadas, e reúne análises setoriais e mapas georreferenciados que evidenciam o potencial energético dos diversos resíduos presentes no território baiano. A iniciativa busca subsidiar políticas públicas, orientar investimentos e fomentar soluções alinhadas à economia circular, à redução das emissões de gases de efeito estufa e à transição para uma matriz energética mais limpa e diversificada.
O Atlas reúne informações estratégicas sobre o potencial energético da biomassa no território baiano, consolidando dados, análises setoriais e mapas temáticos que contribuem para o fortalecimento da bioenergia na transição para uma economia de baixo carbono. O estudo apresenta uma visão integrada das principais fontes de biomassa disponíveis no Estado, abordando aspectos técnicos, ambientais, econômicos e territoriais relacionados à geração de energia renovável.
A Bahia possui características que a posicionam de forma estratégica no cenário nacional da bioenergia. A diversidade de biomas, a forte presença agroindustrial, a produção agrícola expressiva e a geração de resíduos urbanos, industriais, florestais e agropecuários criam condições favoráveis para o desenvolvimento de projetos sustentáveis voltados à produção de eletricidade, biogás, biometano, hidrogênio renovável e outros biocombustíveis do futuro.
O Atlas foi estruturado para oferecer uma leitura acessível e ao mesmo tempo aprofundada sobre o aproveitamento energético da biomassa no Estado. Inicialmente, são apresentados os conceitos fundamentais relacionados à bioenergia, às tecnologias de conversão energética, aos desafios da transição energética e às perspectivas dos biocombustíveis de baixa emissão de carbono. Em seguida, o documento contextualiza o papel estratégico da Bahia na matriz energética brasileira, destacando aspectos ambientais, socioeconômicos e energéticos relevantes para o desenvolvimento do setor.
Ao longo do estudo, são analisadas diferentes cadeias produtivas e fontes de biomassa com potencial de aproveitamento energético, incluindo resíduos sólidos urbanos, esgoto sanitário, resíduos agrícolas, resíduos do setor florestal, resíduos agroindustriais e atividades pecuárias. Para cada fonte analisada, o Atlas apresenta metodologias de cálculo, estimativas de potencial energético, tecnologias aplicáveis, oportunidades de valorização energética e desafios para implementação de projetos no território baiano.
O Atlas da Bahia
O Atlas proporciona a integração entre os conteúdos técnicos e os mapas interativos georreferenciados, desenvolvidos para facilitar a visualização espacial dos potenciais energéticos por município e por fonte de biomassa. Esses mapas permitem identificar regiões estratégicas para implantação de projetos, apoiar estudos de viabilidade, subsidiar políticas públicas e orientar investimentos voltados à bioeconomia e à descarbonização.
Estão disponíveis o arquivo digital completo do Atlas e também os links para os mapas interativos das diferentes fontes analisadas no estudo, possibilitando uma navegação dinâmica pelos resultados obtidos e permitindo atender gestores públicos, pesquisadores, empresas, investidores, instituições de ensino e demais interessados no desenvolvimento sustentável da bioenergia na Bahia.
Como informam os pesquisadores no site do GBio, o Atlas Bioenergia Bahia representa uma importante ferramenta de planejamento estratégico para o desenvolvimento sustentável do Estado, ao consolidar informações técnicas e territoriais sobre o potencial energético da biomassa disponível em diferentes cadeias produtivas. Além de demonstrar as oportunidades para a produção de biogás, biometano, eletricidade, hidrogênio renovável e outros biocombustíveis, o estudo evidencia o papel da bioenergia na diversificação da matriz energética, na valorização de resíduos e na promoção da economia circular.
Além disso, os pesquisadores destacam que os resultados apresentados podem contribuir para a formulação de políticas públicas, atração de investimentos, desenvolvimento tecnológico e expansão de projetos voltados à descarbonização, fortalecendo a posição da Bahia como referência nacional na transição para uma economia de baixo carbono e no aproveitamento sustentável de seus recursos energéticos renováveis.
Para acessar a versão digital do Atlas Bioenergia Bahia clique aqui. Para acessar os mapas georreferenciados e interativos das diferentes fontes analisadas no estudo, por município do Estado da Bahia, clique sobre a fonte de interesse.
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*Com informações de Daniela Higgin, pós-doutoranda do GBio/IEE-USP




